Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Cristo e o Amor Incondicional

O Amor Incondicional por tudo e por todas as coisas, só é possível de atingir sob certas condições. Não se pode ter esse sentimento sem compreender que tudo é bom, que tudo é útil, mesmo o ruim age em prol do bem. Senão vejamos; penso que para quem lê este meu pequeno artigo, seja ponto assente que a humanidade caminha para um desenvolvimento, que tudo na Natureza caminha sempre para uma evolução e não ao contrário, sem entrar em considerações Darwinianas, nunca se viu uma flor reflorescer das pétalas mortas, começar a viver e depois reduzir o seu tamanho até ficar em semente. Portanto tudo evolui na Natureza, se assim é, nós incluídos, caminhamos para uma outra finalidade sobre a qual não cabe aqui dissertar e que uma Força ou Inteligência Superior a que normalmente chamamos de Deus, impulsa tudo para essa evolução, creio que isso será outro ponto assente.Ora isso leva-nos à próxima consideração; Será um Deus vingativo e punitivo como no Antigo Testamento, ou um Deus benevolente e cheio de Amor como no Novo Testamento? Creio que a maioria pende para a segunda consideração, então a finalidade de toda esta evolução será boa ou má? Penso que poderemos deduzir que será boa, pois um Deus de Amor, só assim poderá agir. Então, todas as contrariedades, desgraças e dores afinal devem ter uma finalidade qualquer, que seja a que for acabará sempre em bem. Afinal, como vimos, o ruim está a trabalhar, em última análise para o bem. Assim poderemos compreender agora as palavras de Cristo que Lucas transcreve em Lc. 12,51 “Eu vim atear fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado! Tenho que receber um baptismo, e que angústias as minhas até que ele se realize!” Ora aí esta! Ele o arauto do Amor, que veio precisamente como ninguém antes, nem depois, apregoar o Amor e a Paz entre os homens, a dizer estas palavras… Mas Ele ainda disse mais, no Capítulo seguinte Diz; “Julgais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não, Eu vo-lo digo, mas antes a divisão. Porque, daqui por diante, estarão cinco divididos numa só casa; três contra dois e dois contra três; vão dividir-se: o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra.” Que grande contradição! Vejamos agora bem à luz da história se será assim uma grande contradição: NÃO A PAZ, MAS A ESPADA Todas as Religiões de Raça, como no Antigo Testamento, são do Espírito Santo. Baseadas na lei, são insuficientes, porque produzem o pecado e acarretam a morte, a dor e a tristeza. Todos os Espíritos de Raça sabem disso e compreendem que suas religiões são, tão somente, passos necessários para atingir algo melhor. Todas as Religiões de Raça, sem excepção, indicam Alguém que virá, o que demonstra a assertiva anterior. A religião dos persas indica a Mithras; a dos Caldeus, a Tammuz. Os antigos deuses do norte previam a aproximação da "Luz dos Deuses", quando Surt, o brilhante Sol-Espiritual viesse substituí-los e uma nova e mais formosa ordem se estabelecesse em "Gimel", a Terra regenerada. Os egípcios esperavam a Horus, o Sol recém-nascido. Mithras e Tammuz são também simbolizados como órbitas solares e todos os templos principais eram construídos com frente para Leste, para que os raios do Sol nascente pudessem brilhar directamente através das portas abertas. O templo de São Pedro, em Roma, foi assim edificado. Todos estes fatos demonstram que, geralmente, era sabido que Aquele que viria seria um Sol Espiritual, para salvar a humanidade das influências separatistas das Religiões de Raça. Essas religiões eram passos necessários à humanidade a fim de prepará-la para a vinda de Cristo. O homem deve primeiramente cultivar um "eu", antes de poder ser desinteressado e compreender o aspecto superior do Amor Incondicional e da Fraternidade Universal, que exprime unidade de propósitos e interesses. Cristo lançou as primeiras bases do Amor Incondicional e da Fraternidade Universal na sua primeira vinda. Tal Amor Fraternidade será coisa verdadeiramente realizada quando Ele voltar. Como o princípio fundamental de toda Religião de Raça é a separação, que indica o engrandecimento próprio a expensas doutros homens e nações, é evidente que, levado às suas últimas consequências, esse princípio teria necessariamente uma tendência destrutiva e frustraria a evolução, a menos que a religião de raça fosse substituída por uma religião mais construtiva. As religiões separatistas do Espírito Santo devem dar lugar à unificante religião do Filho, a Religião Cristã. A lei deve ceder lugar ao Amor, e as raças e nações separadas devem unir-se numa Fraternidade Universal, tendo Cristo como Irmão Maior. A Religião Cristã não teve ainda o tempo necessário para realizar esse grande objectivo. Até agora o homem está sob a influência do dominante Espírito de Raça. Os ideais do Cristianismo ainda são demasiado elevados para ele. O intelecto pode ver nesses ideais algumas belezas e facilmente admite que devemos amar os nossos inimigos, mas as paixões do corpo de desejos permanecem demasiado fortes. Sendo a lei do Espírito de Raça "olho por olho", o sentimento afirma: "vingar-me-ei". O coração pede Amor, mas o Corpo de Desejos anseia por vingança. O intelecto vê, em abstracto, a beleza de amar os nossos inimigos mas, nos casos concretos, alia-se aos sentimentos vingativos do corpo de desejos com a desculpa de fazer justiça, porque "o organismo social deve ser protegido". É motivo de satisfação, não obstante, que a sociedade sinta desejo de criticar os métodos empregados. Os métodos correctivos e a misericórdia vão-se tornando cada vez mais preponderantes na administração das leis. Podemos notar manifestações desta tendência na frequência com que são suspensas as sentenças e deixados à prova prisioneiros convictos, e no espírito da humanidade que nos tempos actuais se usa para com os prisioneiros de guerra. É a vanguarda do sentimento do Amor Incondicional por tudo e por todos os seres vivos, e da Fraternidade Universal que está já fazendo sentir a sua influência, lenta mas seguramente. Embora o mundo esteja progredindo e, por exemplo, seja fácil assegurar boa assistência às conferências e artigos enquanto se limitarem a falar dos mundos superiores e dos estados post-mortem, pode comprovar que tão logo seja abordado o tema do Amor Incondicional, as audiências perdem-se e os seus artigos passam sempre para o cesto dos papéis. Em geral, o mundo não gosta de considerar coisas que julga "demasiado" altruístas. Deve haver uma razão para isso. Não considera norma de conduta natural a que não ofereça uma oportunidade de "conseguir alguma coisa dos seus semelhantes". As empresas comerciais são planeadas e conduzidas segundo este princípio. Ante a mente desses que estão escravizados ao desejo de acumular riquezas inúteis, a ideia do Amor Incondicional e da Fraternidade Universal evoca as terríveis visões da abolição do capitalismo e sua inevitável consequência, a exploração dos demais, e enfim, o fatal naufrágio dos "interesses de negócios". A palavra "escravizados" descreve exactamente a condição. De acordo com a Bíblia, o homem deveria ter domínio sobre o mundo mas, nas grande maioria dos casos, o inverso é a verdade: o mundo é que tem domínio sobre o homem. Cada homem que tenha interesses próprios admitirá, em momentos de lucidez, que as posses constituem uma fonte inesgotável de aborrecimentos, que se vê constantemente obrigado a traçar planos para conservar os seus bens, ou pelo menos cuidar deles para evitar perdê-los, pois sabe "por dura experiência" que os outros estão sempre procurando tomá-los. O homem é escravo de tudo aquilo que, por inconsciente ironia, chama de "minhas posses" quando, em realidade, são elas que o possuem. Bem disse o Sábio de Concord: "São as coisas que vão montadas e cavalgam sobre a humanidade". Este estado resulta das Religiões de Raça e seus sistemas de leis; por isso, todas elas assinalam "Aquele que deve vir". A Religião Cristã é a única que não espera Aquele que deve vir, mas sim "Aquele que deve voltar". A sua volta se fará quando a Igreja se liberte do Estado. A Igreja, especialmente na Europa, está atrelada ao carro do Estado. Os ministros de Igreja encontram-se coibidos por considerações económicas, não se atrevem a proclamar as verdades que os seus estudos lhes têm revelados. Recentemente, um viajante assistiu, numa igreja, a uma cerimónia de confirmação. A Igreja está sob o domínio do Estado e todos os seus ministros estão sob o poder temporal. Os fiéis nada têm a dizer sobre o assunto. Podem frequentar a igreja ou não, como queiram, mas são obrigados em muitos países a pagar as taxas que sustentam a instituição. Além de efectuar os ofícios sob a direcção do Estado, o pastor da igreja visitada era condecorado com várias ordens conferidas pelo rei. O brilho das faixas oficiais era um silencioso mas eloquente testemunho da grande escravidão a que está submetida a Igreja pelo Estado. Durante a cerimónia, o pastor rogou pelo rei e pelos legisladores, para que estes pudessem reger o país sabiamente. Enquanto existirem reis e legisladores, essa oração será muito apropriada, mas foi muito chocante ouvi-lo exclamar ao final: "...e, o Todo-Poderoso Deus, protege e fortifica nosso exército e armada". Uma oração semelhante só demonstra claramente que o Deus adorado é o Deus da Tribo ou Nacional, o Espírito de Raça. O último acto de Cristo-Jesus foi arrancar a espada das mãos do amigo que queria protegê-lo, todavia, Ele disse que não tinha vindo para trazer a paz, mas uma espada. Disse-o porque previa os mares de sangue que as nações "cristãs" militantes provocariam, em consequência da má interpretação dos seus ensinamentos. Os seus elevados ideais não podiam ser imediatamente alcançados pela humanidade. São terríveis os assassínios nas guerras e outras atrocidades semelhantes, mas são também potentes ilustrações daquilo que o Amor há de abolir. É por isso só aparente a contradição entre as palavras de Cristo-Jesus ( “Julgais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não, Eu vo-lo digo, mas antes a divisão.” ) e as palavras do cântico celestial que anunciava o nascimento de Jesus: "Paz na Terra, e boa vontade entre os homens". É a mesma contradição aparente que existe entre as palavras e os actos de uma mulher que diz: "vou limpar toda a casa e arrumá-la". E começa a tirar os tapetes, a empilhar as cadeiras, etc., produzindo uma desordem geral na casa anteriormente em ordem. Quem observasse unicamente este aspecto, poderia exclamar justificadamente: "está pondo as coisas piores do que antes". Mas, quando compreender o propósito do trabalho, compreenderá também a momentânea desordem, sabendo que a casa ficará, depois, em melhores condições. Análogamente, devemos ter presente que o tempo transcorrido desde a vinda de Cristo-Jesus não é mais do que um momento, quando comparado com um só Dia de Manifestação. Aprendemos a conhecer, como Whitman, "a amplitude do tempo", e a olhar além das passadas e presentes crueldades e dos zelos das seitas em guerra, a caminho da Fraternidade Universal. Esta marcará o grande novo passo do progresso humano em sua larga e gloriosa jornada desde o barro até Deus, desde o protoplasma até à consciente unidade com o Pai, esse. . . distante e Divino acontecimento, para o qual se move a criação inteira. Paz, boa vontade e Amor Incondicional a todos, sem excepção, não excluindo nem os inimigos. É de admirar que custe muito a educar a humanidade para este tão elevado tipo de moral? Há algum meio melhor para demonstrar a beleza e a necessidade da paz, da boa vontade e do amor do que compará-los com o estado actual de guerras, egoísmos e ódios? Quanto mais forte é a luz, tanto mais profunda é a sombra que projecta. Quanto mais altos os ideais, mais claramente podemos ver os nossos defeitos. Lamentávelmente, no nosso presente estado de desenvolvimento, a humanidade só pode aprender por meio de duríssimas experiências. Apegada à raça, tem de sentir-se absolutamente egoísta, para que possa provar as amarguras que lhe produz o egoísmo alheio, assim como é preciso conhecer a enfermidade para reconhecer-se quanto vale a saúde. A religião impropriamente chamada Cristã tem sido a mais sangrenta que se conhece, sem exceptuar o Maometanismo que, a esse respeito, é muito parecido com o nosso mal praticado cristianismo. Nos campos de batalha e durante a Inquisição, cometeram-se atrocidades inqualificáveis em nome do doce e meigo Nazareno. A espada e o vinho, isto é, a cruz e o cálice da comunhão pervertidos, foram os meios de que se valeram as poderosas nações chamadas cristãs para dominar os povos pagãos e as nações mais débeis que professavam a mesma fé que os seus conquistadores. O mais ligeiro exame da história greco-latina ou das raças teuto-anglo-saxónicas corroborará amplamente essa afirmação. Enquanto o homem esteve plenamente sob o governo das religiões de raça de cada nação, cada uma destas era um conjunto unido. Os interesses individuais subordinavam-se voluntariamente aos interesses da comunidade. Todos estavam "na lei". Todos eram, em primeiro lugar, membros de suas respectivas tribos e, secundariamente indivíduos. Nos tempo presentes, há tendência para ir ao outro extremo, exaltando-se o "eu" sobre tudo o mais. O resultado é evidente nos problemas económicos e industriais, surgidos em todas as nações, cujos problemas clamam por pronta solução. O estado de desenvolvimento em que o homem sinta-se uma unidade absolutamente separada, um Ego que segue seu caminho independentemente, é condição necessária. A unidade nacional, de tribo ou de família, precisa ser desfeita para que o Amor Incondicional e a Fraternidade Universal possa ser um facto. O regime do paternalismo foi já amplamente sucedido pelo reinado do Individualismo. Agora, conforme a civilização avança, estamos aprendendo o que este último tem de mau. O desordenado método de distribuir os produtos do trabalho, a avidez de uns poucos e a exploração de muitos, todos esses crimes sociais produzem o enfraquecimento, as depressões económicas e perturbações nas classes trabalhadoras, destruindo a paz interna. A guerra industrial dos nossos dias é muito pior e mais destrutiva do que as guerras militares entre as nações. Vemos que concluído nos dias que correm ainda estamos muito longe desses altos ideais que Cristo-Jesus predicou, quem agora conseguir ter esses ideais tem que sofrer como Ele essa transformação “Tenho que receber um baptismo, e que angústias as minhas até que ele se realize!” Porque temos que entender que como disse ao princípio deste artigo, que esse crescimento anímico e espiritual não se faz sem dor, é um baptismo com o fogo, que se dá por dentro de cada um, e isso até que esses altos ideais se instalem completamente “Nada sabereis até que o Cristo se forme em vós”, disse o Evangelista. Sabemos que a humanidade ainda está muito atrasada nesse processo, mas como em tudo, há sempre os que se adiantam e os que ficam para trás, e neste Plano de Deus em que tudo é bom e que o ruim só pode ser uma colaboração para o bem, sabemos qual é o caminho: O Amor Incondicional por tudo e por todos os seres vivos, passando pela Fraternidade Universal.

 

 Victor Rodrigues.

 www.bioreiki.com

 

LEIA TAMBÉM: O Amor Incondicional

victor rodrigues www.bioreiki.com bioreiki às 15:48
www.bioreiki.com | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. O PODER DA ORAÇÃO

. A REPROGRAMAÇÃO MENTAL

. A VISUALIZAÇÃO

. Somos o que Pensámos !

. A LEI DA DOAÇÃO

. O Reiki e o Dinheiro

. O Reiki nos Hospitais

. LEI DO RETORNO OU LEI DA ...

. O CONCEITO HOLÍSTICO

. OS ESSÉNIOS

.arquivos

. Outubro 2007

.tags

. todas as tags

.favoritos

. Equilíbrio pH (ácido-alca...

. Como permanecer saudável.

. O ADN E AS EMOÇÕES

. O SEGREDO "The Secret" Pa...

. O SEGREDO "The Secret" Pa...

. O SEGREDO "The Secret" Pa...

. Os Seis Princípios da "Le...

. LEI DO RETORNO OU LEI DA ...

. COMO NASCE UM PARADIGMA

. A Marca da Besta

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds