Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

O PODER DA ORAÇÃO

Estas são as formas mais tradicionais Reiki.

Experimente! Esta técnica baseia-se no poder da oração. Não existe força maior do que uma oração com fé. Aprendemos aqui 2 tipos de oração, que podem ser aplicadas juntas ou separadas.



1 A oração da negação



Serve principalmente para proteger-se contra pensamentos negativos de outras pessoas. Porque estes pensamentos podem, se os aceita, acabar com o seu desenvolvimento e prosperidade.


Sempre quando alguém se queixa perto de si de coisas más ou dos tempos maus, repita mentalmente:


Não aceito isso para mim, os tempos são maravilhosos e eu estou prosperando cada dia mais e mais.



2 A oração do soltar



Existem três formas da aplicação desta oração:



Primeira: soltar pensamentos negativos, rancor, ódio. Se temos estes pensamentos no coração, fica difícil entrar em contacto com Deus

Por isso é que o perdão é tão importante. Perdoar, pedir perdão e perdoar-se a si mesmo.





Segunda: soltar dívidas. Se tem dívidas para cobrar e parece difícil de receber - solte-as.


Diga:


Deus é a infinita fonte de riqueza e ele vai-me substituir o dinheiro.


Você irá receber, mas tem de soltar mesmo.





Terceira: soltar desejos. Você pronuncia um desejo, entregando-o nas mãos de Deus.


Diga-lhe:


Pai, mando-te aqui o meu desejo, Atenda-o conforma a Sua vontade, agradeço-Te.


VICTOR RODRIGUES

MESTRE-PROFESSOR REIKI

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A REPROGRAMAÇÃO MENTAL

Algumas afirmações positivas para reprogramação mental:Neste momento liberto-me de toda a crença, forma-pensamento ou hologramas irreais criados pela minha mente inexperiente. Neste momento liberto-me e dissolvo toda a culpa, temores, ressentimentos, decepções e rancores que se vinham acumulando no meu ser. Neste momento liberto-me de meu passado. Vejo a prosperidade na simplicidade. O universo é rico e todos nós podemos desfrutar da sua riqueza. A prosperidade é um estado natural do meu ser. Aceito a prosperidade na minha vida, em todos os meios. Sou rico, feliz, saudável, abundante e próspero. Aceito toda felicidade e prosperidade que o universo me possa oferecer. Sinto-me completamente satisfeito e rico com a minha situação financeira. Tenho o emprego que desejo e recebo o salário que desejo e mereço. Sou eternamente grato(a) por tudo o que tenho e tudo o que sou. Atraio do universo somente pessoas verdadeiras e com sabedoria, que me ensinam algo de valor que me faça evoluir. Sou sábio(a) e tudo posso naquele que me fortalece. Estou sempre protegido e meus caminhos fluem com tranquilidade, cheios de luz, amor puro e verdadeiro e muita paz. Eu amo-me por tudo o que sou e tudo o que tenho. Onde quer que eu esteja há sempre um bem infinito, uma sabedoria infinita, uma harmonia infinita e um amor infinito.



A técnica dos cinco passos



Esta técnica embora simples não é fácil, pois exige disciplina, mas funciona.





1 Primeiro Passo: Ter um desejo



Para conseguir o que quer, precisa saber o que quer. É isso de uma forma objectiva e a data.

Tem que saber exactamente o que quer, e até quando. Tanto mais detalhado poder descrever a meta, o mais rápido chegará. Para poder ter fé, o desejo tem de ser realístico. Comece com coisas pequenas, que acredita que possam acontecer. Depois de ter alguma prática, pode utilizar para coisas maiores.

Como sempre, é preciso prática para se tornar mestre. (Funciona com metas como, sucesso, amor, casa, carro, dinheiro, salário, etc.)





2 Segundo Passo: Escrever o desejo



Muito importante e não deve ser esquecido.

Escreva o desejo com data, numa folha onde o veja. Depois escreva em outras folhas pequenas, que leva consigo, leia-os atentamente, por exemplo: na fila do banco, no autocarro, em cada minuto vago.

Leia-os com fé e a certeza, de que o pedido logo será atendido.





3 Terceiro Passo: Visualize-o, viva o desejo



Agora visualize o desejo realizado, viva a imagem na sua mente e repita isso muitas vezes. A regularidade é muito importante.



4 Quarto Passo: O poder da palavra



Expresse o desejo numa frase curta semelhante a uma oração, e repita-a no mínimo vinte vezes, 3 vezes ao dia. A frase poderia ser , ex: "Todas as portas financeiras estão abertas, todos os canis financeiros estão livres e 2000 Euros estão a chegar para mim. Deus meu pais rico ocupa-se disso. Agradeço-Te Pai, por Ter atendido o meu pedido, como sempre. Obrigado."

Pode ser mudada conforme o desejo. Pode adaptar qualquer afirmação positiva, como descrito acima para a reprogramação mental.



5 Quinto Passo: Agradeça



O agradecimento expressa a certeza de receber o pedido, por isso é fundamental, agradecer já desde o início. Na realidade o pedido já está realizado e se não houver dúvidas que o modifiquem, no momento exacto terá a sua manifestação no plano físico.





Estes cinco passos fazem-se diariamente com regularidade. A regularidade é importante.



O nosso corpo precisa comer com regularidade, assim é com a mente e o desejo. Não se pode comer uma vez em excesso, depois fazer jejum e ficar com uma boa saúde. Com o desejo é igual. Também não se pode deixar o desejo fora por muito tempo, depois visualizar muito e esperar que tudo fique bem. Não é assim, não.

Se cortar a corrente a luz apaga-se.

Se cortar o contacto com a energia superior igualmente.

Tem que ser instalada pelo contacto diário com a visualização.

Há pessoas que reclamam: tenho tanto trabalho. Não tenho tempo para isso. Então faça o tempo.

1) Se ficar meia-hora visualizando, poderá trabalhar mais rápido e melhor pelo resto do dia e lucra mais ainda.

2) Quanto tempo gastamos com palermices, fofocas, etc. Conversas que não adiantam nada e servem só para matar o tempo?

3) Temos que aprender a dizer não às coisas chatas, às conversas e às pessoas superficiais, para dedicar este tempo à visualização e ao crescimento pessoal. Se não dizemos não ao pequeno, como é que podemos chegar ao grande?

Victor Rodrigues
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A VISUALIZAÇÃO

Uma parte muito importante sobre o processo de visualização criativa, é desenvolver um sentimento de gratidão pelo que já alcançou na vida, e um sentimento de felicidade ao que desejar para a sua vida.

Isso significa ter a compreensão de que o universo é imensamente abundante, e que a vida está tentando nos atrair ao que o nosso coração e nossa alma desejam de verdade. Qualquer coisa que precise ou deseje verdadeiramente está ao seu alcance. Para isso basta acreditar na possibilidade de obter o que procura, desejá-lo com fervor, visualizá-lo e estar disposto a aceitá-lo.

Uma das causas mais comuns do fracasso em obter o que se busca é a "programação da escassez" desde a época de infância ou até mesmo de vidas passadas.

É mais ou menos assim:
...Não há o suficiente para mim.
...Viver é sofrer.
...Só alcanço os meus objectivos com sofrimento.
...É egoísmo ter o suficiente enquanto outros não têm nada.
...A vida é dura e cheia de dificuldades.
...Ser pobre é difícil, mais fácil é alcançar a Deus.
...O dinheiro é sujo.
...Dinheiro não nasce nas árvores.
...É preciso trabalhar muito para ter as coisas.

Todos esses, entre outros pontos de vista, são falsos. Só servem para nos impedir de atingir os nossos desejos, sonhos e objectivos. Eles existem devido ao desconhecimento da maneira como o universo funciona ou à má interpretação de alguns importantes princípios da lei do universo, "a lei da atracção". É por isso que digo: "o conhecimento nos liberta"!

Embora todos os meios existentes hoje no universo nos mostrem cenários que comprovam que a miséria, a fome, a pobreza, o perigo, etc. existem, quero alertá-los, que a verdade é que existe um governo oculto que controla tudo isso, nos fazem de escravos, como mostra o filme Matrix. Na verdade existe mais que o suficiente para todos se estivermos dispostos a abrir a nossa mente para o conhecimento, e coração, para essa possibilidade. O universo é generoso e abundante e todos nós somos herdeiros dessa riqueza.

O único mal surge a partir do desconhecimento da verdade. A ignorância (mal) é como uma sombra, não existe por si mesmo, tratando-se apenas da falta de luz; é você quem vai iluminá-la.

Examine as suas crenças, formas-pensamentos, atitudes, sentimentos e verifique se você está atrapalhando o seu próprio progresso.



E examine:

....O que realmente quer?
....Quer ser uma pessoa bem sucedida?
....Quer ser feliz?
....Quer ter um bom marido ou esposa?

Se não puder imaginar um mundo dessa forma ao seu redor, será difícil criar o que deseja para depois torná-lo realidade. Precisamos entender que somos merecedores e o facto de sonharmos em ter tudo o que queremos na vida contribui para a felicidade humana de maneira geral. Quanto mais pessoas felizes, maior a energia de felicidade e abundância na Terra e assim por diante... mais pessoas felizes surgirão.

Para criar prosperidade precisamos visualizar-nos já vivendo tal situação e colocarmos a nossa emoção e felicidade no que desejamos, nunca esquecendo de sermos eternamente gratos por tudo o que já temos.

Segue abaixo um exercício de Meditação para a Abundância:

Relaxe-se completamente numa posição confortável.

Imagine-se num adorável cenário natural, talvez numa floresta verdejante com um riacho encantador onde se possa escutar o barulho das águas cristalinas.

Demore-se um pouco imaginando todos os lindos detalhes do ambiente e visualize-se desfrutando e apreciando completamente o prazer de estar num local tão agradável.

A seguir comece a caminhar e a imaginar-se num lugar inteiramente diferente, como um abundante campo de trigo a ondular ao vento.

Continue a sua exploração vagando por todos os lugares e descobrindo cada vez mais ambientes extremamente bonitos como um campo abundante de girassóis, rosas, montanhas, pássaros cantando, desertos, o que quer que seja produzido pela sua fantasia.

Demore-se algum tempo apreciando cada um deles e sinta a alegria de estar ali.

Agora, imagine-se voltando para casa que pode ser um lugar simples, mas confortável e encantador; sinta aí a emoções dos locais por onde passou.

Imagine-se tendo uma família adorável, em paz, alegre, agradável, com muitos amigos e vizinhos ao seu redor.

Visualize-se trabalhando com aquilo que gosta e expressando-se criativamente do modo que deseja; sinta no seu trabalho a emoção sentida nas suas visualizações na floresta. Você está sendo remunerado e compensado conforme os seus esforços, sentindo satisfação pelo retorno financeiro.

Volte atrás e veja um mundo cheio de pessoas vivendo de modo simples mas abundante e feliz, em harmonia umas com as outras e em harmonia com a Terra.

Victor Rodrigues
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Somos o que Pensámos !

SOMOS O RESULTADO DE TUDO O QUE PENSÁMOS !

"Tudo o que nós somos é o resultado daquilo que pensámos no passado".

O processo de criação segue uma sequência que é a seguinte:


- Pedir o que se deseja.


E para pedir você deve escrever, falar, sentir, imaginar, ouvir e ter gratidão.


Aí, sim, a lei da atracção funciona.


O processo de atracção só funciona correcta e rapidamente se passar pelos cinco sentidos (Ver, Falar, Ouvir, Tocar, Sentir) e sempre no presente do afirmativo.

Compre um caderno novo que o inspire e comece escrevendo o que tem e é grato por ter;

As coisas que você tem mas não gosta, ignore-as.

Este caderno vai ser o seu catálogo.

Nele deve desenhar o que quer, abaixo do desenho deve fazer um "X" e coloque o seu nome assim como o faria num catálogo;

não recorte as coisas que você quer, desenhe e coloque neste desenho a maior quantidade de detalhes que conseguir. Se puder mande fazer um carimbo e carimbe com a expressão: "Entrega Imediata, Pedido Urgente".

- Responder é a hora de ver, ouvir, sentir.

Após pedir, deve ficar atento a cada resposta que o universo ou a lei da atracção lhe irá dar;

se prestar atenção nestas respostas irá atrair o seu propósito com maior rapidez e estará no lugar certo na hora exacta.

Preste atenção e você ira sentir, ver ou ouvir essas coordenadas.

E uma ferramenta que você terá, para estar no lugar certo, são as emoções. São elas que o ajudarão a se alinhar e seguir para a próxima etapa.

- Recepção é o momento de se alinhar e ficar no lugar e hora certa. É seguir as coordenadas que as suas emoções lhe irão dar.

Lembre-se: emoções boas = caminho e hora correctas; emoções más = caminho errado.

O estudo e prática da lei da atracção consistem em descobrir o que lhe pode ajudar a gerar os sentimentos de já possuir o que deseja.

Pois esse sentimento é do tempo presente e o universo irá corrigir essa falha e lhe dará, facilitará ou mesmo lhe ajudará com caminhos para chegar a esse objectivo.

Vá fazer um test-drive do tipo de carro que deseja ter. Vá visitar o tipo de casa ou apartamento que deseja, e conheça este sentimento de ter o que se deseja; guarde-os e crie um desenho e cole num local que esteja sempre à vista e toda vez que veja, lembre-se daquele momento, daquele sentimento de quem já tem.

Não adie, não enrole, o universo gosta de supervelocidade; ele não pára para pensar, nem pensa duas vezes... Então, AJA! Essa é a sua parte. E o melhor momento para começar é AGORA.

Você será atraído às coisas e estas serão atraídas a si. Apenas suba o primeiro degrau, dê o primeiro passo.

Sobre o tempo de demora? Depende apenas da sua forma de pedir e se alinhar. Quem geralmente gosta de pensar, de se culpar, de dar mais créditos às crenças absurdas somos nós... O Universo apenas faz como o génio da lâmpada quando concede os desejos. Não pergunta se você tem a certeza, qual o tamanho. Isso é difícil...

Apenas diz: O SEU DESEJO É UMA ORDEM.

Muitas pessoas sentem-se estacionadas ou aprisionadas pelas circunstâncias atuais na vida delas. O que se deve aprender de imediato é que você não é mais a mesma pessoa de quando começou a ler estas palavras.

Às vezes, numa realidade, e de quem não sabe do segredo, as pessoas ficam estacionadas nas mesmas realidades, de trabalho, saúde, relacionamentos; isso porque não compreendem que oferecem a maior parte da sua atenção ao que se está acontecendo...

Essa não é a atitude de quem conhece o segredo.

Pois se está olhando e dando atenção a uma situação, você está pensando nela e a lei da atracção dá-lhe mais dessa situação.

Todos os acontecimentos diários da nossa vida devem ser vistos de uma forma vantajosa e, principalmente, se não é para resolver neste momento, não fale, não pense, não ouça e nem sinta essa situação... Coloque uma música que seja um tema de vitória para si e se não tem uma, crie! Comece a ouvir e a apegar-se a uma música que deste momento em diante signifique vitória.

Vamos a uma prática:

O que pode fazer neste momento para começar a mudar a sua vida?

Simples. Comece fazendo uma lista das coisas pelas quais é grato por ter tido no passado.

Agora, comece fazendo uma lista das coisas que é grato por ter hoje, mesmo que isso seja apenas as roupas que esteja usando ou até mesmo o facto de ler este texto.

Pronto!

Você acaba de mudar de energia, acaba de mudar a frequência do seu cérebro, dos seus pensamentos, das suas ondas magnéticas e, agora, está pronto para começar a visualizar. Quando está visualizando, quando tem aquela imagem na sua mente, neste momento só veja isso, depois passe a sentir o prazer em ter aquilo e perfeito! Você aprendeu a pedir.

Muitos acham que se tiverem pensamentos positivos e visualizarem o que querem já será o suficiente, mas se estiver fazendo isso e não sentir, não manifestará o poder da atracção.

É assim que funciona. É assim que funciona. É assim que funciona. É assim que funciona. É assim que funciona. É assim que funciona. É assim que funciona.

Pode começar do nada, partindo de nenhuma alternativa. O caminho de início ou saída será construído, mas você só irá ver alguns metros à sua frente.

Decida o que quer, acredite que o pode ter, acredite que o merece, acredite que seja possível para si, lembre-se do que já tem e, então, feche os olhos, visualize, sinta as emoções de já ter tal coisa. Então, siga!

"Tudo o que nós somos hoje é o resultado daquilo que nós pensámos no passado".


Extraído de "O SEGREDO", pode ler o texto intregral no link deste blog: "O SEGREDO". (Abolutamente a não perder)

Victor Rodrigues

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A LEI DA DOAÇÃO

Esta lei poderia também ser chamada de lei do dar e receber, porque o universo opera através de trocas dinâmicas. Nada é estático.

O seu corpo está em intercâmbio dinâmico e constante com o corpo do Universo. A sua mente está a interagir constantemente com a mente do Cosmos. A sua energia é a expressão da Energia Cósmica.

Como o seu corpo e a sua mente e o Universo estão em interacção constante e dinâmica, qualquer interrupção nessa circulação de energia significa o mesmo que cessar o fluxo de sangue.

Se o sangue pára de fluir, começa a coagular, a estagnar.

Por isso, tem necessidade de dar e receber. Esta troca é o que mantém a sua saúde e afluência -do que for- a circular na sua vida.

O dinheiro é na verdade um símbolo da energia vital que trocamos e da energia vital que utilizamos, como consequência dos serviços que prestamos ao Universo. Dinheiro é também chamado "moeda corrente", ou seja, fluxo natural de energia. Se interrompermos a circulação de dinheiro, ou seja, segurar o dinheiro e acumulá-lo interromperemos a sua circulação na nossa vida, pois ele é energia vital.

A circulação mantém-no saudável e energizado.

Da mesma maneira todo o relacionamento depende de dar e receber.

Dar pressupõe receber, receber pressupõe dar.

O que sobe tem que descer. O que sai tem que voltar.

Na realidade, receber é o mesmo que dar, porque dar e receber são aspectos diferentes do fluxo da energia universal.

Se interrompe o fluxo de um ou de outro, interfere na inteligência da natureza.

O mais importante é a intenção que há por trás de dar e de receber.

A intenção deve ser a de provocar sempre alegria em quem dá e em quem recebe, porque a felicidade é sustentadora e provedora de vida, por isso ela acrescenta. O retorno é directamente proporcional ao volume doado, quando é feito de forma incondicional e sincera.

Então, a energia acumulada no acto de dar multiplica-se muitas vezes.

Praticar a lei da doação é muito simples. Se quer alegria, dê alegria aos outros. Se deseja amor, aprenda a dar amor. Se procura atenção e apreço aprenda a dar atenção e apreço. Se quer bens materiais, ajude outros a tornarem-se ricos. A maneira mais fácil de se obter o que se deseja é ajudar os outros a conseguirem o que querem.

A Lei da Manifestação traz abundância, logo, a verdadeira necessidade de cada momento é suprida na justa medida ao estar-se na correcta sintonia. Numa doação autêntica, não há quem dê nem quem receba. Ambos estão cientes de serem apenas depositários do que não é de ninguém em particular, mas do Todo.

Artigo de Deepak Chopra.

Deepak Chopra, nasceu na Índia, em 1947, onde se formou em medicina pela universidade de Nova Deli. Especialista em endocrinologia, exerce a profissão desde 1971, onde chefiou a equipe do New England Memorial Hospital. Em 1985, fundou a Associação Americana de Medicina Védica. Em 1993 muda-se para S. Diego e abre o "The Chopra Center For Well Being", onde desenvolve os seus próprios programas e cursos para o desenvolvimento pessoal.

Segundo Deepak Chopra, autor de mais de 25 livros, traduzidos em 35 línguas, tais como "A Cura Quântica", "As Sete Leis Espirituais Do Sucesso", "Criando Saúde", incluindo cinco programas para a televisão pública dos EUA, "se compreendermos a nossa verdadeira natureza e soubermos viver em harmonia com as leis naturais, a sensação de bem-estar, de entusiasmo pela vida e a abundância material surgirão facilmente".

Em 1999, a revista Time incluía-o na sua lista das 100 personalidades do século, chamando-lhe "poeta e profeta das medicinas alternativas".
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O Reiki e o Dinheiro

Com relação a trabalhar com Reiki por dinheiro, nada o impede e nada o exige. Se o Reikiano quer cobrar, que cobre, afinal é o seu tempo que ele investe. Se ele não quiser cobrar, talvez por gostar de trabalhar com Reiki, ou qualquer outro motivo, que não cobre. Acho um absurdo, que se diga que se tem que cobrar pelo Reiki, se não houver pagamento, não funciona. Isso não é verdade. Aplico Reiki gratuitamente quando acho adequado e cobro quando acho adequado e sempre funciona.


Evidentemente que esta exigência de ter que se cobrar baseia-se exclusivamente no medo de perder um mercado lucrativo, caso toda a gente aplica-se Reiki de graça.


O mesmo pensamento indigno está por detrás de valores mínimos para CURSOS de Reiki. Primeiro a Senhora Takata estabeleceu valores mínimos de 350 Dólares para Reiki I, 500 Dólares para Reiki 2 e 25 mil Dólares para Reiki 3.Isso deu certo durante alguns anos, mas mais tarde a maioria dos Mestres baixou os preços.


A qualidade de um CURSO de Reiki depende exclusivamente do ministrante. Não depende do preço, nem da carga horária. Pode-se formar um Mestre num dia e mesmo assim ele entender mais de Reiki do que um que foi formado num ano.


O Reiki é simples. Para entendê-lo não é preciso muito tempo, porém se alguém não entende o Reiki e tente misturá-lo com Tarô, Astrologia, Cabala etc. para encher o tempo, aí só complica. Com esses conteúdos diversos pode-se formar alguém num período bem longo até durante um ano e a pessoa, quem sabe, até pode aprender algo útil. Porém com relação ao Reiki, não vai aprender nada a mais do que num curso de um dia, se o Mestre for bom.


Preços baixos não desvalorizam o Reiki, porque estes valores têm que ser vistos como uma entrada. O Reiki tem um valor inestimável. Nesta óptica, o valor verdadeiro nunca pode ser pago. Assim a pessoa que faz o CURSO, dá uma entrada no valor do CURSO, o restante ela continua devendo à energia universal, pagando só em aplicando Reiki. Esta dívida não é mais em dinheiro. A pessoa ao aplicar Reiki, mesmo se cobra para isso, contribui para a divulgação desta terapia e faz circular a energia. Assim o valor inestimável do Reiki pode ser pago.


Em dinheiro, isso é impossível. Portanto, não faz diferença se a pessoa dá uma entrada de 90 ou de 300 Euros. Em ambos os casos, o aluno não chega nem de perto a pagar o valor real do CURSO e continua sendo devedor da energia universal. Assim entendo que cada Mestre pode estabelecer livremente os preços para as terapias e cursos. Pessoalmente, estou a favor de valores acessíveis, para desta forma, o Reiki se expandir mais rapidamente. Se o Reiki se expande cada vez mais e mais, a qualidade de vida no planeta melhora, e, a longo prazo, este aumento de qualidade de vida é mais vantajoso para o Mestre de Reiki, do que a curto prazo ganhar dinheiro com CURSOS caros, porem pouco frequentados. Mas se o Mestre consegue ter CURSOS bem frequentados, apesar de cobrar caro, em meu ver, isso não tem nada de errado.


Estou a favor de preços acessíveis, para aumentar o número de Reikianos. Portanto, se em alguns casos, este número aumenta apesar, ou por causa do preço elevado do CURSO, não tenho mais argumentos contra preços mais elevados.


Victor Rodrigues
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O Reiki nos Hospitais

Segundo a Mestre de Reiki e enfermeira americana Pamela Miles, o Reiki já está sendo oferecido como tratamento co-adjuvante nos Estados Unidos e em alguns outros países em uma série de especialidades médicas, incluindo: reabilitação, psiquiatria, geriatria, cirurgia, terapia intensiva, oncologia, obstetrícia e cuidados neonatais, doenças infecciosas, transplante de órgãos, e centros de cuidados paliativos.

Revisão bibliográfica de alguns trabalhos de pesquisa que colocam em evidência de forma objectiva a eficácia do Reiki como terapia complementar na saúde:

Wardell D. W. & Engebretson J. (2001) avaliaram 23 indivíduos saudáveis e mediram marcadores biológicos relacionados ao estresse, incluindo o estado de ansiedade, os níveis de cortisol, os níveis de imunoglobulina A (IgA) na saliva, a pressão sanguínea, a tensão muscular, a resposta galvânica e a temperatura da pele. Os dados foram colectados antes, durante e imediatamente após a sessão de Reiki. Os resultados evidenciam uma redução significativa do grau de ansiedade, da pressão sanguínea sistólica, e um aumento significativo de IgA na saliva, revelando uma activação do sistema imunológico. Os demais marcadores mostraram igualmente uma modificação em direcção ao relaxamento, embora de forma menos significativa. (Ref.3)

Olson et al. publicaram 2 estudos relacionados ao uso do Reiki para aliviar a dor.(1997 e 2003)
No primeiro eles aplicaram Reiki em 20 indivíduos sofrendo de algum tipo de dor (incluindo pacientes com dor secundária a processos neoplásicos). A dor foi medida pelas escalas Likert e VAS (visual analogue scale) imediatamente antes e depois da aplicação de Reiki. Eles observaram uma redução da dor altamente significativa depois do tratamento.(Ref.1)

O segundo estudo comparou a dor, a qualidade de vida e o uso de analgésicos em 24 pacientes sofrendo de câncer e recebendo um tratamento opióide associado ao repouso, ou tratamento opióide associado ao Reiki. Os parâmetros levados em consideração foram a dor (medida pela escala VAS), a pressão sanguínea, a frequência de batimentos cardíacos e a frequência respiratória, antes e depois de cada período de repouso ou de aplicação de Reiki. Os indivíduos que receberam a aplicação de Reiki tiveram uma melhora significativa do controle da dor e uma melhora da qualidade de vida, quando comparados com aqueles que ficaram em repouso (Ref.2)

Miles P. (2003) realizou um estudo usando o Reiki com o objectivo de diminuir a dor e a ansiedade de pacientes com AIDS. Muitos pacientes foram motivados pela ideia de que a redução do estresse contribui para melhorar as defesas imunológicas. Utilizou-se a escala STAI (State Trait Anxiety Inventory) para avaliar o grau de ansiedade e a escala VAS (Visual Analog Scale) para medir a dor dos pacientes antes e depois de uma breve (20 minutos) aplicação de Reiki. Tanto a ansiedade quanto a dor diminuíram em mais de 35%. (Ref.4)

Esses artigos, assim como outros trabalhos publicados, estão citados a seguir (alguns deles e outros estão disponíveis no site da Pamela Miles. (em inglês)



- Links: Pamela Miles Artigos científicos sobre o Reiki em geral e sobre a implantação do Reiki em programas hospitalares nos Estados Unidos. (em inglês)


BIBLIOGRAFIA:


1 - Olson K, Hanson J.Using Reiki to manage pain: a preliminary report. Cancer Prev Control. 1997 Jun;1(2):108-13.
2 - Olson K, Hanson J, Michaud M. A phase II trial of Reiki for the management of pain in advanced cancer patients. J Pain Symptom Manage. 2003 Nov;26(5):990-7.
3 - Wardell D. W. & Engebretson J. Biological correlates of Reiki Touch healing. Journal of Advanced Nursing 33(4), 439-445, (2001)
4- Miles P. Preliminary report on the use of Reiki HIV-related pain and anxiety. Altern Ther Health Med 2003;Mar-Apr, 9(2):36.
5 - Miles P, True G. Reiki--review of a biofield therapy history, theory, practice, and research. Altern Ther Health Med. 2003 Mar-Apr;9(2):62-72
6 - Barbara Scales, Rn, Ccrn CAMPing in the PACU: Using Complementary and Alternative Medical Practices in the PACU. Journal of PeriAnesthesia Nursing,Vol 16,No 5 (October),2001:pp 325-334
7 - A RK, Kurup PA. Changes in the isoprenoid pathway with transcendental meditation and Reiki healing practices in seizure disorder. Neurol India. 2003 Jun;51(2):211-4.
8 - Bullock M. Reiki: a complementary therapy for life. Am J Hosp Palliat Care. 1997 Jan-Feb;14(1):31-3.
9 - Engebretson J, Wardell DW. Experience of a Reiki session. Altern Ther Health Med. 2002 Mar-Apr;8(2):48-53.




Victor Rodrigues
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LEI DO RETORNO OU LEI DA CONSEQUÊNCIA

LEI DO RETORNO - LEI DA CONSEQUÊNCIA


Esta é uma Lei muito conhecida e de aplicação universal, irmã gémea da Lei do Renascimento. A Lei da Consequência toma diferentes nomes, segundo a sua aplicação. Na física, por exemplo, é chamada de "O Princípio de Newton" ou "lei de acção e reacção", assim enunciada: "uma força não pode exercer uma acção, sem, no mesmo instante, gerar uma reacção igual e directamente oposta", ou, por outras palavras, "toda causa gera um efeito correspondente".

Existem, pois, causas e efeitos. A causa é primária; o efeito é secundário. Só pode manifestar-se o efeito, se as causas entrarem em acção. Isto dá-se em tudo, por exemplo, no dar e receber. Dar é a acção; receber, a reacção inevitável. Tudo que recebemos, em quantidade e qualidade, está condicionado ao que dermos, porque o efeito ou reacção de receber pressupõe uma causa, uma acção: o dar. Lucas o Apóstolo, expressa-o muito bem: "Dai e dar-se-vos-á". (6:38).

Inúmeros outros exemplos da aplicação dessa lei universal encontram-se, na Bíblia: "o que o homem semear, isso mesmo colherá" (Gál. 6:7): "Procura primeiramente o reino de Deus e Sua Justiça e tudo o mais te será dado por acréscimo"; "Batei e abrir-se-vos-á"; "Pedi e dar-se-vos-á"; "Procurai e achareis".

É evidente. Acaso não sofremos perturbação digestiva se comemos demais?

O conhecimento e meditação desta Lei ensejam a tomada de consciência de todas as falhas e suscitam o propósito de nos esforçarmos para corrigi-las. Demais, passamos a compreender que somos os formadores do nosso destino e, portanto, assumimos consciente e progressivamente a responsabilidade dos nossos actos, deixando atrás a ideia de um Deus vingativo e a de atribuir aos outros, como fazíamos frequentemente, a causa dos nossos males e insucessos. Mostraremos adiante como efectuar eficazmente esse nobre esforço de regeneração, a fim de, no dizer de Paulo apóstolo, "ressuscitarmos da corrupção para a incorrupção, da ignomínia para a glória; do corpo animal para o corpo espiritual, de vez que o último Adão será feito em espírito vivificante" (1 Cor. 15:42/45). Realmente, é preciso "que nos despojemos do homem velho e nos revistamos do homem novo, em novidade de espírito" (Paulo aos Efésios 4:22/24).

DEUS E AS LEIS DO UNIVERSO

Dizemos que a natureza é o símbolo visível de Deus. É verdade. Ele criou o Universo e o sustenta na sua evolução, através de leis e de Auxiliares. Uma dessas leis é a da Atracção ou da Consequência.

Alguém poderia inquirir: Por que Deus permite sofrermos as consequências dos nossos erros? Isso não é um castigo? Se Deus é amor, deveria ter melhores meios.

Respondemos: Há melhores meios que a dor, para quem deseja viver rectamente. A estes é que dedicamos este trabalho. A dor é inevitável apenas para os que continuam a usar mal a liberdade. O livre arbítrio é um sagrado direito individual, e Deus, como Pai e pedagogo incomparável, sabe que precisamos de aprender a usá-lo, para um dia exercermos os deveres e direitos de cidadãos espirituais. Não podemos atingir a virtude, que segue o bem, embora também conhecendo o mal, senão pela experiência e o conhecimento aplicado, consoante as leis do Universo de que fazemos parte, Deus não quer títãs, senão futuros criadores conscientes.

Finalmente lembramos que, assim como a sensibilidade e a dor nos fazem retirar instantaneamente a mão que por descuido pusemos no fogo, para que não se queime demasiado e não nos faça sofrer, assim também, os efeitos dolorosos resultantes de nossos actos erróneos, previnem-nos em tempo, de prejuízos maiores, e até da ruína total, que seria inevitável aos que desenfreadamente se entregam a práticas inferiores.

O INDIVIDUO E A LEI DA CONSEQUÊNCIA

Durante a vida terrestre o ser humano estabelece relações com numerosas pessoas relações essas, que podem ser harmoniosas ou desarmoniosas. Como a morte não liquida os erros, do mesmo modo que um homem endividado não se liberta das suas dívidas pelo facto de mudar-se para outra cidade, a Harmonia Universal exige um ajuste de contas. No caso de dois inimigos, renascerão juntos, talvez na mesma família, como pai, filho ou irmão, para, na convivência e nos laços de sangue chegarem a converter o antigo ódio em amor, conforme o propósito de Deus.

O destino gerado pela Lei da Consequência é complexo, porque o destino de uma pessoa associa-se ao de outras pessoas que muitas vezes não podem renascer na mesma época ou o fazem em lugares distantes, tornando impossível o cumprimento do ajuste numa só vida. Doutro lado, pode suceder que seja tanto o destino gerado, que não tenhamos forças para redimi-lo numa só vida. Em tal caso, dando Deus o fardo conforme as forças, temos de resgatar as dívidas, por assim dizer, "a prestação".

Como é óbvio, o bem se inclui também na Lei da Consequência ou do Retorno.

Assim, a nossa vida actual é, em parte, resultado das anteriores, ficando uma margem variável, ao livre arbítrio. Quanto mais comprometidos estamos com o passado, tanto menos livre arbítrio, e vice-versa. A nossa vida é como um quadro de luz e sombras, uma mescla de tristezas e alegrias, uma sinfonia ainda cheia de dissonâncias. Se queremos alcançar a felicidade futura, é importante não assumirmos novos e pesados encargos e ao mesmo tempo nos aplicarmos diligentemente a um bem orientado esforço da regeneração.

Este último ponto é particularmente endereçado às enfermidades de todo género. Os Rosacruzes consideram a saúde sob um ângulo muito vasto, mental, emocional e fisicamente, posto que o homem é um ser complexo e deve ser encarado nos diversos aspectos. Há uma mútua influência de um corpo sobre o outro. Deste modo, pela reforma global e harmoniosa dos hábitos, exposta na Filosofia Rosacruz, o indivíduo torna-se um auto-curador e habilita-se a orientar os demais na eliminação das causas dos seus sofrimentos. Todos sabemos disto. Os que não estão internamente preparados para enfrentar a vida moderna abreviam as suas existências e sofrem os efeitos do seu nervosismo, angústias, preocupações e insatisfações, com as úlceras gástricas, diabetes, esclerose, enfartes e outros males comuns dos nossos dias.

SÃO OS PAIS CULPADOS DAS ANORMALIDADES DOS FILHOS?

Não. Os pais são meros instrumentos. Pais e filhos são previamente relacionados para cumprimento mútuo do destino. É incontestável, à luz da ciência, que um pai sifilítico muitas vezes gera um anormal e terá de responder por esse acto de irresponsabilidade. Mas, se uma criança chega a nascer nessas circunstâncias, há uma razão do destino, gerada em vida anterior. Embora pareça desumano, é muitas vezes pela dor que um espírito, aprisionado num corpo doente ou demente aprende as suas lições, a fim de retornar ao recto caminho, evitando a sua ruína total (Mateus 5:29 e 30).

Baseados nos conhecimentos ocultos, consideramos a eutanásia e a pena de morte altamente prejudiciais porque simplesmente adiam a lição que o espírito deve aprender.

A lei de hereditariedade age apenas no aspecto físico do homem; não lhe afecta o moral e o mental. Um demente toma um cérebro (físico) doentio do pai, mas não a mente. A Lei de Atracção muitas vezes associa pais e filhos de caracteres e tendências afins. Não é propriamente lei de hereditariedade. É tanto assim que o filho do génio raramente é génio. Dos vinte e um filhos de Johann Sebastian Bach, quem lhe alcançou a estatura musical? E após, quase 300 anos, que descendente o conseguiu? Nenhum, porque sua genialidade, como a de outros (Edison, Mozart etc.), é resultado de mérito individual, como espírito evolucionante mais aplicado.

O GÉNIO E O HOMEM COMUM

FACE À LEI DA CONSEQUÊNCIA

O homem ou mulher geniais são almas avançadas que se aplicam e progrediram mais na escola do mundo, em vidas anteriores. É o que sucede a certos alunos, no decorrer da carreira escolar. O nível do Génio será atingido no futuro, pela média da humanidade. O que agora falta, física, moral ou mentalmente, pode ser adquirido num futuro próximo ou remoto, desde que haja o desejo e esforço no sentido da conquista da faculdade ambicionada. De nada vale, pois lamentar a sua falta agora ou buscar alcançá-la ilicitamente, porque, contrariando a lei natural, estamos demonstrando ignorância e retardando dolorosamente o nosso objectivo. A questão é definir-se e trabalhar, começando AQUI e AGORA. Somos os construtores do passado e do futuro. Quando Mozart dava concertos e compunha, na idade de quatro anos, revelava simplesmente faculdades conquistadas em vidas passadas, por esforço. Todas as chamadas facilidades e tendências têm a mesma explicação. Quem inicia agora tem que se aplicar mais, porém, chegará um dia a idêntico resultado. É preciso meditar na lógica desta questão, porque hoje vivemos impacientes e imediatistas, em tudo pretendendo resultados rápidos. Sabe-se que, realizando-se um decidido e perseverante esforço, atingimos mais rapidamente a meta, mas, pelo que se observa, os impacientes e imediatistas de hoje não parecem dispostos a tanto. Infantilmente, julgam que "mestres" externos possam produzir esse milagre dentro deles. Ilusão. As Leis de Consequência e renascimento expõem racionalmente as causas das desigualdades e aparentes injustiças deste mundo, em harmonia com a concepção de um Deus amoroso e justo, conforme explicava o Cristo. No Universo não existe recompensa nem castigo, nem sorte nem azar: tudo é resultado do bom ou do mau uso do livre arbítrio, accionando a invariável Lei, que nalgum dia, nalgum lugar, restabelece as novas condições, em méritos e deméritos, exigindo mais daquele a quem mais deu, dando mais ao que mais bem administrou os talentos espirituais e tirando o pouco que deu, ao que deles não fez uso. Assim é mantido o equilíbrio cósmico, onde o menor acto tenha produzido alteração.

A LEI DA CONSEQUÊNCIA E

A ASTROLOGIA OCULTA

Com razão a maioria das pessoas desilude-se hoje da Astrologia: porque confundem a astrologia mundana com a Astrologia oculta, que permanece imaculada e útil, nas mãos de quem não a prostitui por dinheiro ou fama. Foi por ela que os chamados Reis Magos previram nos céus o nascimento de Jesus.

Conforme essa sagrada ciência, um ser renasce neste mundo, no momento exacto em que, no céu, a posição dos Astros, em relação à Terra, reuna as influências e tendências correspondentes ao carácter que ele deve ter nessa vida. Note-se, entretanto, que são apenas tendências, pois os astros "impelem" mas não obrigam. Ninguém, absolutamente ninguém está destinado a errar.

Depois do renascimento de um Ego determinado, sabemos que os astros continuam em sua órbita, formando, uns com os outros, a intervalos, novos aspectos ou configurações. Desse modo vão agindo sobre a aura individual, com tendências várias, a fim de propiciar oportunidades de crescimento anímico e marcando, qual um relógio, as ocasiões em que ele defrontará certas experiências. Se as aproveita, fica-lhe acrescida a virtude; se desperdiça uma boa oportunidade ou cai numa tentação, novas e mais duras experiências continuarão a assediá-lo, até que alcance o pleno domínio de si mesmo. Na medida em que ele aprende a equilibrar-se, vai se libertando de todas as influências, quer das exteriores, quer das interiores, de sua personalidade.



A LEI DA CONSEQUÊNCIA E

O DESTINO COLECTIVO

Assim como a responsabilidade individual, ante a Lei da Consequência, traz a cada indivíduo o justo resultado das suas obras, boas ou más, assim também uma responsabilidade colectiva, grupal ou nacional, atrai os espíritos participantes para colher em conjunto o que em conjunto efectuaram. Podem produzir-se, por essa causa, perseguições, carências, inundações, terremotos, quedas de aviões e outros acidentes colectivos, assim como, no lado benéfico, a formação de jazidas (petróleo, carvão, minérios, condições geográficas e climáticas favoráveis etc., no lugar onde renasçam.



CRISTO-JESUS E

A LEI DA CONSEQUÊNCIA

No esforço de regeneração que o conhecimento da Lei da Consequência nos impõe, não estamos sozinhos na luta: Cristo-Jesus nos está ajudando.

Mui apropriadamente dizem os Evangelhos que "Deus amou de tal maneira o mundo que lhe enviou o Seu Filho Unigénito para salvá-lo". É uma realidade comprovada pelos Rosacruzes, nos planos internos. Por sua Missão no Gólgota e retorno anual à Terra, Cristo nos infunde Sua Vida, Amor e Luz, suscitando em cada homem e mulher o sentimento de altruísmo e de entendimento. Este assunto, cuja compreensão reputamos vital em nossos dias, está muito bem exposto em "O Conceito Rosacruz do Cosmos", de Max Heindel, ao qual remetemos o leitor.

A EVOLUÇÃO RELIGIOSA E

A LEI DA CONSEQUÊNCIA

Segundo o desenvolvimento de cada indivíduo ou agrupamento humano e as necessidades de cada estágio evolutivo, as Inteligências Superiores têm dado, por intermédio dos seus Profetas e Escolhidos, os meios adequados de evolução. Renascemos sempre no tempo e no lugar requeridos por nossas necessidades.

Deu-se assim a evolução religiosa.

O Supremo Arquitecto é Omnisciente. Ele não daria a um povo uma religião cujos ideais não pudesse compreender e os meios que não pudesse executar. Dentro da Lei de Consequência, Deus nos provê conforme as novas necessidades suscitadas por nossa evolução.

Nos primeiros passos da consciência humana (e com as tribos selvagens actuais) foi ensinado que Deus era um Ser terrível, vingativo e mau, que retribuía com pragas, fome e terremotos, às transgressões dos homens. Só um tal Deus poderia ser respeitado. Num segundo estágio (o dos antigos judeus), Deus já amenizou sua ira. Embora continuasse a castigar "olho por olho e dente por dente", já recompensava os bons actos, pela multiplicação dos rebanhos e abundância das colheitas. Os homens sacrificavam cordeiros e bezerros pelos seus pecados, porque não estavam preparados para fazer de si um sacrifício a Deus, pelo domínio de sua natureza inferior. Num terceiro estágio (o do Cristianismo popular, até agora vigente, com pequenas actualizações), foi o Cristo sacrificado pelo mundo e nunca mais se sacrificaram animais; cada homem deve buscar a sua salvação e, embora Deus ainda "castigue" (temor) já se ofereceu a recompensa futura de um céu aos que agissem bem. A natureza humana é ainda muito egoísta. Age por interesse de alcançar o céu e quando faz a promessa de um sacrifício, condiciona-a ao prévio recebimento da graça desejada. O quarto estágio está sendo pregado e realizado pelos Aspirantes Rosacruzes, pelos seguidores do Cristianismo Esotérico, a religião do futuro. Nela o indivíduo evolui pelo entendimento e pelo amor, fazendo de si um sacrifício vivo no altar da humanidade. Renuncia à natureza inferior, não por medo de castigo, nem de inferno. Age bem, não para ganhar o céu, mas porque reconhece que nisso está uma lei natural. É virtuoso porque conhece o bem e o mal e segue o bem, como sinónimo de Deus e da expressão do Criador em Si.

Compreendemos estas etapas todas, ainda nos dias actuais. Por isso respeitamos todas as crenças e convicções.

A LEI DA CONSEQUÊNCIA,

O INFERNO E O PURGATÓRIO

A palavra inferno significa "o mais inferior" e simboliza o baixo estado de consciência em que vive o transgressor, seja na terra ou após a morte. O "fogo eterno" não existe. O vocábulo eterno é má tradução. A palavra original tem raiz grega: AIONIAN; quer dizer "um período indeterminado de tempo". Não tem o sentido que lhe deram, de interminável, de eterno.

O único fato comprovado por todos os iniciados, é este: no estado "post-mortem" o Ego vai à região inferior do Mundo dos Desejos e lá os registros de suas acções erróneas provocam reacção da força de repulsão, sofrendo por tempo e intensidade variáveis, efeitos dolorosos e purificadores.

É o que podemos chamar de purgatório, porque nos livra da matéria mais inferior, a fim de podermos subir aos planos superiores, onde assimilamos, depois, o bem realizado. O tempo e intensidade do processo purgatorial são proporcionais à quantidade de erros e da gravidade dos mesmos. De maneira geral, são três vezes mais dolorosos que os sofrimentos provocados e inversamente três vezes mais curtos.

A acção da Lei da Consequência, através da força de repulsão, actuante nos planos inferiores da natureza, é como um fogo depurador. Não o dizemos para inspirar medo, mas para evidenciar a realidade de que todos colhemos os frutos de nossa sementeira. No processo purgatorial, a dor desenvolve a CONSCIÊNCIA, essa voz interna que nos permite discernir entre o bem e o mal. Quando, na próxima vida, pela força do hábito, nos vemos tentados a repetir o erro, a consciência nos adverte. Se vencemos a tentação, crescemos em virtude; se caímos novamente, novas e mais fortes reacções virão, até que o hábito se modifique.

Como estudiosos da Bíblia, os Aspirantes rosacruzes interpretam racionalmente as expressões: purgatório, inferno, geena, fogo eterno, ira de Deus, e outras, como sinónimas do efeito negativo da Lei da Consequência. Assim, eles compreendem que, tanto os efeitos dolorosos como as facilidades que se oferecem na vida individual e nas colectividades, através dos tempos, são o justo resultado do uso da liberdade. Em tal sentido, o que chamam ou parece um mal, é um bem em gestação. E viver de acordo com as leis divinas, é o conhecimento aplicado, usando essas forças, amorosa e desinteressadamente, ao serviço dos demais.



LEI DA CONSEQUÊNCIA E

O PERDÃO DOS PECADOS

O perdão dos pecados, ou purificação, é uma realidade, desde o advento de Cristo. Quem estiver interessado no aprofundamento do assunto, no sincero propósito de regeneração, poderá fazê-lo em "O Conceito Rosacruz do Cosmos", de Max Heindel.

O perdão dos pecados consiste na possibilidade concedida a cada ser, não importa quão pecaminoso seja, de modificar ou apagar em seu interior o registro das más acções, para o restabelecimento da paz interna indispensável à felicidade. Com isto realiza um progresso muito grande e rápido, caminho à libertação e que, pelo viver comum, levaria muitas vidas a efectuar.

O perdão dos pecados concilia-se perfeitamente com a Lei da Consequência, posto que o homem, sendo o construtor de seu destino, tem outrossim, o poder e oportunidade para mudá-lo. Melhor dizendo, o que o homem faz, pode também desfazer. E quando se trata de erro, essa possibilidade se transforma num dever de consciência.

Dizer que o homem não pode fugir da acção da Lei da Consequência é um erro. Pode e deve. Há muitos ocidentais que abraçam doutrinas orientais, julgando-as mais lógicas do que o Cristianismo popular, de vez que ensinam as Leis do Renascimento e o Karma (Lei da Consequência). De facto o Cristianismo Popular não expõe explicitamente essas leis, embora elas estejam bem claras na Bíblia. Essa omissão estava prevista na evolução do Ocidente, onde os indivíduos tinham de concentrar-se na matéria para dela extrair todas as experiências necessárias à sua evolução material. A Fraternidade Rosacruz, promulgando os ensinamentos do Cristianismo Esotérico, faz ressurgir claramente essas leis da sabedoria antiga, conciliando-as com o perdão dos pecados a fim de dar aos ocidentais a mais actualizada orientação evolutiva.

As doutrinas orientais tendem ao fatalismo, porque não incluem normalmente a prerrogativa de modificarmos e até anularmos as causas geradoras de um destino doloroso, reduzindo seus seguidores a escravos do passado e tirando a muitos esforçados a possibilidade de caminhar mais depressa O conhecimento do Karma e do Renascimento, sem a lei do Perdão dos Pecados, pode tornar-se, desse modo, mais prejudicial do que se as ignorássemos.

O perdão dos pecados (ou purificação interna), pode ser obtido pelos seguintes meios:

1. Reparação Directa - Desfazendo os prejuízos físicos ou morais causados a outrem, pessoal e integralmente.

2. Reparação Indirecta - Pela oração, exercício retrospectivo nocturno e prática do bem.

Ninguém é perfeito. Não há homem inteiramente bom nem inteiramente mau. Como Aspirantes cristãos, embora nos esforcemos sinceramente, muitas vezes transgredimos as leis de Deus. Sob um impulso emocional, calcando em vícios de origem, dizemos ou fazemos coisas de que, depois, nos arrependemos amargamente. Muitas vezes somos levados a isso por incitação de injustiças, mas, pensando bem, o erro dos outros não justifica o nosso. Ao contrário, esses são os momentos que nos ensejam exercitar o equilíbrio e domínio próprio. Se caímos, pelo menos devemos ter a coragem de nos sobrepor ao amor próprio e conseguir uma solução cristã, enquanto é tempo. (Mat. 5:22/25). E quando um Amigo incorre nessa falha tão frequente, ajudemo-lo à conciliação com o desafecto (Mat. 5:9).

Se já passou a oportunidade, que faremos? O desafecto morreu ou mudou-se para longe ou ficou tão magoado com a injustiça que não quer conciliação? Temos outro recurso, enquanto estamos no caminho, ou seja, neste mundo: é a reparação indirecta. Temos de cumprir nossa parte, a fim de limpar no íntimo o que possa gerar reacção futura desagradável. A prece verdadeira, sincera, sentida, tem o poder de elevar nossa súplica e arrependimento ao próprio trono de Deus, atraindo Sua ajuda e desfazendo em nosso interior, não a memória mas o que nela existe de inferior. Pela oração muitos irmãos nossos conseguiram atrair os desafectos e reconciliar-se com eles, numa amizade mais afectiva que antes. Orar pelos que ofendemos ou pelos quais fomos ofendidos, é não só agir com sabedoria e amor verdadeiros, como também "amar os nossos inimigos". Mas cuidemos bem de não guardar inconscientemente nenhum elo de mágoa ou ressentimento. Isso nos tornaria carcereiros do desafecto porque na realidade não o libertamos: a limpeza não se efectiva em nosso íntimo. E, como a intenção sem actos é incompleta (Tiago 2:14/18) é preciso completar o arrependimento e o perdão com a prática do bem, no amplo sentido cristão, esse bem que todos podem fazer, pela dádiva de si mesmos aos outros na orientação cristã, no incentivo, no conforto moral e material, na tolerância, na visita a enfermos, com propósito amoroso e esclarecido, espontâneo e discreto (Mat. 6:3).

A isto devemos juntar ainda o exercício nocturno de retrospecção. É feito ao deitarmo-nos. Relaxamos o corpo e, com a mente activa, vamos recordando, em ordem inversa, cada acto do dia, começando pelos da noite, para trás, passando aos da tarde, depois aos do meio dia e aos da manhã, buscando ver, imparcialmente, se fomos justos no que pensamos e sentimos em cada acto. Arrependemo-nos sinceramente do que fizemos de mal e regozijamo-nos no que de bem realizamos. Este exercício, tão singelo, quão eficiente, é minuciosamente explicado em "O Conceito Rosacruz do Cosmos", já citado. Constitui o mais poderoso meio de purificação do homem, quando realizado sinceramente e na prática da vida demonstramos o firme propósito de correcção. Aliado, pois, ao domínio de si mesmo, à oração e à prática do bem, discreto e altruísta, transforma o homem ou a mulher, paulatina e imperceptivelmente de tal modo, que, ele ou ela, chegam a admirar-se, tempos depois, da enorme transformação e paz decorrente, no seu interior.

Eis o propósito deste folheto: esclarecer o leitor sobre estas leis fundamentais da existência e mostrar os meios de regeneração e elevação, para que se honre a si mesmo, como Filho de Deus, feito à imagem e semelhança de seu Criador e herdeiro das promessas enunciadas na Bíblia: "O reino dos céus está dentro de vós , sabei que sois templos do Altíssimo e o Espírito Santo habita em vós"; as obras que eu (Cristo) faço, vós a fareis e obras maiores ainda", para que "vejam, por vossos actos, que sois Filhos de Deus, o Sal da Terra e a Luz do Mundo".

Seja com todos a paz do Senhor!



A ORDEM ROSACRUZ

No século XIII apareceu na Europa um grande instrutor espiritual que tinha o nome simbólico de Christian Rosenkreuz - Cristiano Rosacruz - para começar o trabalho de espiritualizar a ciência e tornar científica a religião. Fundou a misteriosa Ordem dos Rosacruzes, a fim de lançar luz oculta sobre a mal entendida religião cristã e explicar o mistério da vida e do ser sob um ponto de vista científico, em harmonia com a religião.

Transcorreram séculos - desde sua encarnação como Christian Rosenkreuz. Muitos consideram sua existência como um mito. Mas Ele marcou o princípio de uma nova época na vida espiritual do Ocidente. Desde então continuou, através de repetidas existências físicas, agindo em um ou outro pais, no cumprimento de seu objectivo. Toma corpo novo cada vez que seus veículos perderam sua utilidade ou quando as circunstâncias tornavam necessária uma mudança no campo de suas atividades. Hoje Ele é um factor activo nos destinos do mundo ocidental, se bem não revele sua identidade. É um iniciado de grau superior.

A Ordem dos Rosacruzes não é simplesmente uma sociedade secreta, mas uma das escolas de Mistérios. Os Irmãos Maiores são Hierofantes dos Mistérios Menores, Guardiões dos Sagrados Ensinamentos, porque estes encerram Poder Espiritual muito mais potente na vida do Mundo Ocidental, do que qualquer governo visível se bem não interfiram na humanidade, a ponto de privá-la de seu livre arbítrio.

No início deste século, por intermédio do iluminado mensageiro Max Heindel a Ordem Rosacruz trouxe a público seus ensinamentos básicos elementares, a fim de atender aos anseios racionais do Ocidente e levá-lo a compreender os arcanos da religião cristã, de modo a encontrar o Cristo pela razão e através desta fazer depois falar o coração. Objectivam livrá-lo dos perigosos efeitos do materialismo. A Fraternidade Rosacruz é, pois, uma expressão física da Ordem do mesmo nome. Ajuda os Aspirantes a atingir os portais da iniciação e ingresso à Ordem, por meio da regeneração e do serviço ao próximo.

A Sede Mundial da Fraternidade foi fundada por Max Heindel em 1909, na cidade de Oceanside, Califórnia, Estados Unidos. Hoje conta com Núcleos no mundo inteiro.



FRATERNIDADE ROSACRUZ

A Fraternidade Rosacruz não é uma organização religiosa, mas sim uma Grande Escola de Pensamento. Sua finalidade perspícua é divulgar a admirável filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel, escolhido para esse fim pelos Irmãos Maiores da Ordem.

Seus ensinamentos projectam luz sobre o lado científico e o aspecto espiritual dos problemas relacionados à origem e evolução do homem e do Universo. Tais ensinamentos, contudo, não constituem um fim em si mesmo, mas um meio para o ser humano tornar-se melhor em todos os sentidos, desenvolvendo assim o sentimento de altruísmo e do dever, para estabelecimento da Fraternidade Ideal.

Victor Rodrigues
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O CONCEITO HOLÍSTICO

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Em 1971, Dennis Gabor recebeu o Prémio Nobel por ter construído o primeiro holograma, uma fotografia sem lente, em que um campo de ondas de luz disseminada por um objecto, era registado como padrão de interferência sobre uma chapa. Quando se coloca o holograma, ou o registo da fotografia num lazer, ou num raio de luz coerente, o padrão original de ondas regenera-se numa imagem tridimensional. Cada pedaço do holograma, é uma exacta representação do todo, e reconstruirá a imagem inteira.



O que seria então uma cura holística? Qualquer técnica que "vê" o ser humano como um todo, não apenas como um corpo físico, mas também todas as partes energéticas mais subtis que o compõem. Tratar uma doença através dessas técnicas leva em conta não só as causas físicas, como também os aspectos emocionais, mentais, espirituais, etc. Um exemplo: certa pessoa vai ao médico. Ele tratará com os meios que dispõe - remédios, cirurgia, radioterapia e tantos outros que tratam apenas o físico. Um terapeuta holístico vai preocupar-se com que ele come, pensa, faz, e sente, e ainda com o meio em que vive, a sua visão perante a vida, a possibilidade de a mesma estar a ser assediada, etc.



Um Reikiano nunca vai fazer um tratamento apenas na região afectada pela enfermidade, pois as verdadeiras causas podem estar muito longe desse local, até mesmo noutros planos. Se alguém está com dor de cabeça, ele não vai aplicar Reiki apenas nessa região, mas sim fazer uma sessão completa, pois estará visando o equilíbrio completo daquele ser. Uma pessoa equilibrada energicamente é o seu próprio curador, não necessitando de agentes externos para conseguir esse feito. Infelizmente essas pessoas são raras no nosso plano, devido a diversos factores. Busquemos devolver a cada um o seu potencial de cura, compartilhando o nosso conhecimento a todo aquele que tem verdadeiro interesse.



"Explicar e difundir a verdade é a maior de todas as caridades". (Buda)





As Origens do Holismo e da Holografia:


Em 1929, Alfred North Whitehead, um conhecido matemático e filósofo, descreveu a natureza como uma grande e crescente série de acontecimentos ligados entre si. "Esses acontecimentos, disse ele, não terminam com a percepção. Dualismos como mente/matéria são falsos. A realidade é abrangente e está interligada." O que Whitehead queria dizer é que todas as coisas estão relacionadas com tudo o mais, incluindo os nossos sentidos. Usamos os nossos sentidos para obter informações a respeito de determinada situação. Os nossos sentidos influenciam a situação que percebemos. No mesmo ano, Karl Lashley publicou os resultados de sua pesquisa sobre o cérebro humano, os quais mostravam que a memória específica não estava localizada em nenhuma parte do cérebro. Ele descobriu que a destruição de uma parte do cérebro não destrói as memórias presentes ali. A memória não poderia estar localizada em células cerebrais específicas. Em vez disso, a memória parece estar distribuída por todo o cérebro, provavelmente como um campo de energia.

Em 1947, Dennis Gabor derivou equações que descreviam uma possível fotografia tridimensional chamada holografia. O primeiro holograma foi construído por Emmette Leith e Juris Upatinicks em 1965, com o uso de laser. Em 1969 o dr. Karl Pribram, um renomado fisiologista cerebral da Universidade de Stanford, propôs que o holograma funcionava muito bem como um modelo dos processos cerebrais. Em 1971, o dr. David Bohm, um conhecido físico que trabalhou com Einstein, sugeriu que a organização do universo provavelmente é holográfica. Pribram ficou entusiasmado ao tomar conhecimento do trabalho de Bohm. Isso vinha confirmar a sua ideia de que o cérebro humano funciona como um holograma, colectando e interpretando informações provenientes de um universo holográfico.
O que é um Holograma?Assim, o que esses homens e suas pesquisas estão dizendo? Para compreender as suas ideias, vejamos como funciona um holograma. Você, sem dúvida, já viu um holograma. Ele projecta no espaço uma imagem tridimensional que, aparentemente, não surge de lugar nenhum. Ao caminhar em torno dessa imagem, você vê os seus diferentes lados.

São necessários dois passos para se criar uma imagem holográfica tridimensional.(...) O feixe de laser é dividido em dois por um aparelho chamado separador de feixe. Uma metade é focalizada através de uma lente sobre um objecto como uma maçã, por exemplo, a qual, então, é reflectida sobre uma chapa fotográfica por um espelho. A outra metade é simplesmente reflectida por um espelho e focalizada, através de uma lente, sobre a mesma chapa fotográfica. Um relacionamento de fase específico é estabelecido entre as duas metades do feixe de laser. Uma fotografia é tirada. O resultado é uma fotografia do padrão de interferência que os dois feixes produzem quando se juntam na chapa fotográfica. Esse padrão de interferência tem o aspecto de linhas onduladas indiscerníveis.

O segundo passo,(...)consiste simplesmente na remoção da maçã, do separador de feixe, do segundo espelho e da segunda lente. Se você tomar o laser e focalizá-lo sobre a chapa fotográfica através de uma lente, você verá uma imagem tridimensional da maçã suspensa no espaço! O mais surpreendente é que, se você simplesmente cortar a chapa fotográfica pela metade, sem nenhuma outra modificação, você ainda obterá a imagem da maçã suspensa no espaço, embora um pouco embaçada. Se cortar uma outra parte da fotografia, você ainda obterá toda a imagem da maçã no espaço. Isso continua mesmo que formos tomando pedaços cada vez menores da chapa fotográfica. Você ainda obtém a maçã toda, mas ela vai ficando cada vez mais embaçada!

O Modelo Holográfico e as Sete Premissas a Respeito da Natureza da Realidade.


Ao entrarmos na era holográfica, nós nos preparamos para muitas mudanças. Essa era baseia-se nas sete premissas básicas a respeito da natureza da realidade, que decorrem directamente da pesquisa holográfica e sobre as quais o modelo holográfico é baseado.



Premissa 1: A Consciência é a Realidade Básica.


Para chegar à premissa de que a consciência é a realidade básica, vamos seguir a análise do dr. Pribram. Ele diz que a realidade básica é a assinatura energética que o cérebro capta por meio dos nossos sentidos. O nosso cérebro, então, interpreta a assinatura como a forma e a cor da maçã. O dr. Pribram quer dizer que a realidade é como a energia que, no feixe de laser, transporta a informação. Aquilo que vemos como a realidade é muito semelhante à imagem tridimensional da maçã projectada no holograma. A verdadeira realidade deverá ser encontrada na energia que os nossos sentidos captam, e não nos objectos que definimos como reais.

Pribram afirma que o nosso cérebro age como o holograma que projecta a verdadeira realidade dos feixes de energia para formar uma maçã ilusória. O cérebro, usando os nossos cinco sentidos, capta num determinado momento o campo de energia de qualquer coisa à qual voltamos a nossa atenção, e traduz esse campo de energia num objecto. Isso significa que o objecto que percebemos representa a realidade secundária. Ele é apenas uma assinatura da realidade mais profunda (os feixes de energia) a partir da qual vem a projecção do objecto.

Pribram diz que todos os nossos sentidos actuam em conjunto de maneira a criar a ilusão do mundo à nossa volta, de maneira muito semelhante àquela pela qual um conjunto de alto-falantes estereofónicos lhe dá a impressão de que o som vem do centro da sala, ou de que um fone de ouvido faz a música vir do centro de sua cabeça. Até o momento, foram construídos hologramas usando-se apenas o sentido da visão - luz produzida por um feixe de laser. Algum dia, provavelmente, também serão construídos hologramas que farão uso dos sentidos cinestésicos, auditivos, olfativo e gustativo.

As pesquisas do dr. Pribram estão obviamente relacionadas ao nosso modelo do campo de energia humano. No nível da aura, a realidade básica é a energia. Se formos mais fundo, porém, encontraremos a nossa intenção, a qual resulta de nossa consciência, sobre a qual o nosso fluxo de energia se baseia. E mergulhando ainda mais fundo, encontraremos a nossa essência e o nível de estrela do âmago, a base de toda a realidade. Chegaremos à metafísica M-3.



Implicações da Premissa 1 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde.


Provavelmente, a implicação mais profunda para a nossa saúde é que a nossa consciência, expressa como intenção, e a energia do nosso campo áurico, produzido por essa intenção, são os factores mais importantes para a nossa saúde ou doença. Isso significa que as nossas intenções, tanto conscientes como inconscientes, e o modo como elas são expressas em nossos pensamentos, sentimentos e acções são os factores mais importantes para o nosso estado de saúde. Qualquer problema físico é apenas uma manifestação física da verdadeira doença que será encontrada no interior da consciência. A consciência molda a afirmação tomada real da doença. Qualquer ciência ou sistema de assistência à saúde baseado no mundo físico se fundamenta em causas secundárias e não primárias.


Premissa 2: Todas as Coisas Estão Ligadas a Todas as Outras.


Essa ligação não depende da proximidade espacial nem do tempo. Um acontecimento num determinado local afecta instantaneamente todas as outras coisas, sem que retarde a comunicação (isto é, mais rápido do que a velocidade da luz e deixando para trás a teoria da relatividade de Einstein).
Como não existe retardamento, o que chamamos de causa e efeito ocorre ao mesmo tempo. Portanto, a nossa ideia de causa e efeito, tão útil no nosso mundo material, não serve para essa realidade primária.


Implicações da Premissa 2 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


De acordo com a visão holográfica, é impossível considerar pessoas, acontecimentos, coisas, "não-coisas" ou a nós mesmos de forma isolada. A propagação actua não apenas por meio de suas áreas específicas de influência como também afecta profundamente outras áreas da vida aparentemente independentes ou não relacionadas. Nossa experiência quotidiana, nossa ciência, nossa psicologia, nossa política apontam todas para a realidade de que nada existe separadamente. Um acontecimento, seja ele político, psicológico, atómico ou subatómico, nunca pode ser considerado uma ocorrência isolada, afectando apenas o que está à volta. A nossa ciência e a nossa política mostram claramente que o que quer que ocorra agora causa um efeito imediato em toda parte. O desenvolvimento de armas nucleares mostra claramente isso, assim como a actividade dos ambientalistas. Tudo o que fazemos, dizemos, pensamos e acreditamos a respeito da saúde e da doença afecta todas as pessoas imediatamente. Curando a nós mesmos, nós curamos os outros. Ajudando a curar os outros, também ajudamos a curar a nós mesmos. Premissa 3: Cada Parte Contém o Todo. Se usarmos o modelo do holograma, teremos uma visão da natureza da realidade muito diferente do modo como a nossa cultura ocidental a descreveu no passado. Como toda a imagem tridimensional da maçã ainda é produzida, por menor que seja a parte da chapa fotográfica restante, o holograma demonstra claramente que cada parte (da chapa holográfica) contém o todo (a maçã).


Implicações da Premissa 3 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


Cada parte de nós contém o padrão total de nós mesmos. Isso pode ser expresso no mundo físico em nossos genes. Neles, cada célula contém toda a nossa constituição genética. Chegará o dia em que poderemos fazer um clone de nós mesmos a partir de uma única célula! No nível energético, o padrão de energia do campo áurico de cada célula contém todo o nosso padrão de saúde. Podemos, então, ter acesso a esse padrão de saúde e recuperá-la, caso a tenhamos perdido. Para fazer isso, é preciso que tenha restado pelo menos uma célula sadia! Somos tudo aquilo que existe. Ou, em outras palavras: tudo o que existe está dentro de cada um de nós. Ao explorar a nossa paisagem interior, também exploramos o universo. Curando a nós mesmos, ajudamos a curar a Terra e o universo. (...)


Premissa 4: O Tempo Também é Holográfico.


Cada aspecto existe em toda a parte, sempre e em todos os tempos. Cada momento é um todo, completo, vivo e coexiste num relacionamento inteligente com todos os outros momentos. Cada momento é auto-inteligível, e tem acesso a todos os momentos.


Implicações da Premissa 4 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


Agora, também sabemos que um acontecimento do passado pode estar bastante relacionado com a constituição do nosso mundo actual. As coisas que fazemos afectam uma grande variedade de pessoas, talvez muito mais ampla do que actualmente suspeitamos. Nossos actos afectam não apenas as pessoas que estão ao nosso redor, mas também os que estão longe, porque esses efeitos não são limitados pelo espaço nem pelo tempo. Eles são holográficos - isto é, esses efeitos não dependem do tempo nem do espaço. Eles operam fora desses limites porque, na realidade básica, o tempo e o espaço não existem. No nível pessoal, cada um de nós que está vivendo no presente tem acesso a todos os outros momentos. Ou seja: estamos o tempo todo em toda a parte, sempre. Cada um de nós está ligado ao "Eu" que era muito saudável antes da doença e que o será depois da recuperação da saúde. Podemos ter acesso a essa experiência de saúde e trazê-la para o presente a fim de efectuar a cura. Por outro lado, cada um de nós pode continuar ligado às lições que aprendemos com qualquer pessoa, para conservar a sabedoria obtida a partir dessa experiência. Entrando em completa totalidade, podemos imediatamente curar a nós mesmos.


Premissa 5: A Individuação e a Energia São Fundamentais para o Universo.


Cada aspecto é individual e diferente de qualquer outro aspecto.
Há uma experiência que prova que a luz é uma partícula e também uma onda de energia. Todavia, uma outra experiência mostra que partículas não agem como coisas. Em vez disso, elas se assemelham mais a "fenómenos individuais de interacção", os quais também são basicamente energia. Portanto: todo aspecto do universo ou é uma onda de energia ou uma partícula individual de energia.


Implicações da Premissa 5 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


Cada um de nós é constituído de energia. Substituindo nossos pensamentos e pressuposições de que somos matéria sólida. e adoptando a ideia de que somos luz, teremos muito mais facilidade para mudar. O mesmo vale para o nosso corpo, que é feito de luz. O nosso corpo está mudando constantemente. A cada segundo temos um corpo diferente. Cada um de nós é diferente de qualquer outro ser. As coisas que acontecem a cada um de nós e que experimentamos são únicas. Isso não pode ser determinado por uma probabilidade baseada em estatísticas do passado e sem considerar o factor de criação, conforme estabelece a Premissa 7, mais adiante.


Premissa 6: O Todo é Maior do que a Soma das Partes.


Se invertermos o processo e juntarmos um por um os pedaços da placa fotográfica, obteremos uma imagem cada vez mais nítida e definida de toda a maçã. São esses alguns dos princípios que decorrem da sexta premissa:
Cada aspecto existe dentro de um sistema maior do que ele próprio, que também existe dentro de outro sistema maior do que ele, e assim por diante. Cada aspecto e sistema tem conhecimento de todos os outros sistemas. Ligando e integrando ao todo as suas menores partes, obtemos uma compreensão melhor e mais clara desse todo.


Implicações da Premissa 6 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


No holismo, dizemos que, ao juntar nossas "partes" ou "eus", nós nos ligamos ao nosso Eu maior e integral e obtemos uma imagem mais clara dele. Qualquer grupo de pessoas juntas cria um todo maior que traz em si mais poder, mais amor e mais criatividade do que cada uma dessas pessoas considerada separadamente, ou do que a soma de seus esforços individuais. Qualquer indivíduo dentro de um grupo pode ter acesso ao poder desse grupo. Cada grupo dentro de um grupo maior pode ter acesso ao poder e energia do grupo maior, e assim por diante. Isso pode ser feito tanto em favor da cura como de outros empreendimentos criativos. Cada um de nós, pessoalmente ou em grupos, tem acesso a todo conhecimento de cura e poder que existe, existiu ou existirá no universo.


Premissa 7: A Consciência Cria a Realidade e a sua Própria Experiência da Realidade.


A sétima premissa é baseada no modelo do cérebro holográfico de Karl Pribram. Pribram afirma que o cérebro processa dados coerentes com os que está acostumado a processar. Isso significa que você vai experimentar as coisas de acordo com a sua expectativa, a qual se baseia nas suas crenças e no que você herdou.
Como a realidade é criada pela consciência, ela também cria a sua própria experiência de realidade, já que faz parte da realidade.


Implicações da Premissa 7 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


No trabalho de cura, dizemos: "Não criamos apenas a nossa própria realidade e a nossa própria doença; também criamos a nossa própria experiência dessa realidade, incluindo a nossa experiência de saúde ou doença."
Essa é uma afirmação muito controvertida. Sua interpretação deve ser feita com extremo cuidado porque ela pode facilmente ser mal compreendida ou utilizada de maneira errada. Ter responsabilidade por uma determinada situação é muito diferente de ser o culpado por ela. Essa última condição significaria que ficamos doentes porque somos maus. Por outro lado, se aceitarmos a ideia de que criamos a nossa experiência da realidade, isso nos coloca definitivamente na condição de sermos capazes de descobrir como criamos essa realidade do modo como ela é, de modificar a nossa maneira de ser e de agir de outra forma, mais desejável. Existem duas grandes questões relativas a isso.
A primeira: a partir de que nível do nosso ser está brotando a criação? Da essência divina, do nível consciente da intenção ou do nível da personalidade, da mente e dos sentimentos?
A segunda é saber quem é o "nós" que está realizando a criação. Do ponto de vista holográfico, estamos todos interligados e ligados ao poder criativo supremo do universo, e todos sempre nos influenciamos mutuamente, em toda parte.
As pessoas que constantemente se colocam em situações de tensão obviamente têm muito que ver com a criação de doenças cardíacas no nível do campo de energia da personalidade, que corresponde aos pensamentos e sentimentos. Há nisso um componente muito importante de escolha pessoal e boa parte da energia criativa provém do indivíduo. Essas pessoas, entretanto, também são produto de suas culturas, que gera grande quantidade de pessoas com doenças cardíacas por causa do stress, de dietas inadequadas e de emoções nocivas condicionadas pela cultura.
Por outro lado, um bebê que nasceu com AIDS certamente não faz, no nível da personalidade, o mesmo tipo de escolha humana individual que foi feita pelos pacientes mencionados acima. A criação da AIDS num recém-nascido só pode ser analisada a partir da perspectiva holográfica de que esse indivíduo surgiu a partir do todo colectivo da sociedade em que nasceu. Aqui, o "nós" que faz a criação somos todos nós. Criamos colectivamente uma situação que dá origem à condição conhecida como AIDS, a qual, então, se manifesta fisicamente em alguns indivíduos. A condição da AIDS se expressa em todos nós de alguma maneira. Ela pode se expressar na nossa negação da sua presença na nossa sociedade ou do nosso relacionamento com ela, no medo que temos dela, nas nossas reacções negativas de querermos ficar longe dela, ou até mesmo na nossa negação da possibilidade de que possamos vir a contraí-Ia. Em nós, a condição da AIDS pode se expressar nos nossos relacionamentos com os que a apresentam na sua forma física. A principal expressão da AIDS - e que todos nós manifestamos - é o desafio de escolher entre o amor e o medo. Sempre que nos defrontamos com a condição chamada de AIDS, que todos criamos, temos de enfrentar o desafio de escolher entre o amor ou o medo.
Agora, naturalmente, pode-se incluir nessa metáfora o mundo espiritual profundo da essência e da intenção, e considerar que antes do nascimento um indivíduo pode ter escolhido nascer com AIDS como uma dádiva para a humanidade. Essa dádiva nos desafia a escolher o amor em vez do medo. Nessa nossa época, certamente temos muito que aprender sobre o amor.
Para mim mesma, todas essas afirmações poderiam ser verdadeiras e úteis numa situação de cura, quando utilizadas apropriadamente. A criação da realidade de um indivíduo precisa ser explorada em todos os níveis para que haja uma cura completa.


Síntese de uma Visão Holística de Assistência à Saúde.


A realidade básica do universo é a essência. Isso inclui a nossa essência pessoal individual e a essência combinada de todas as outras coisas, que é chamada de essência universal. Toda criação surge a partir dessa essência: nossa consciência, nossa mente, nossos sentimentos e nossa matéria, incluindo o corpo físico. Nossa saúde depende de integrarmos a nossa verdadeira e única essência na nossa consciência, na nossa mente, nos nossos sentimentos e no corpo físico. Nossa saúde ou a nossa doença é criada por nós através desse processo. Nós somos ela.
A doença é criada por uma alteração na nossa consciência (na nossa intenção) que bloqueia a expressão da nossa essência, impedindo-a de passar por todos os níveis e de chegar ao corpo físico. A doença é uma expressão da nossa tentativa de nos separarmos do nosso ser mais profundo, da nossa essência.
Aquilo que criamos surge holograficamente a partir de nossa individualidade e de nós mesmos colectivamente, nos níveis dos grupos aos quais pertencemos, desde o mais íntimo até numa escala universal. Ou seja: as nossas criações não são apenas o resultado de nossos actos: elas são fortemente influenciadas pelas pessoas com as quais estamos mais estreitamente ligados, e também surgem (holograficamente) a partir delas. Nossas criações são menos afectadas pelas pessoas com as quais estamos menos ligados.
As causas de qualquer doença específica são tão diversificadas que seria impossível relacioná-las aqui. Há casos em que a fonte do grupo é de fato muito forte. Há muitos casos que acontecem actualmente - como o dos bebés que nascem com AIDS - e que têm origem a partir de grupos mais amplos de seres humanos. Isso é sinal de que os tempos estão mudando, e uma prova de que a humanidade está percebendo conscientemente que todas as coisas estão interligadas. A AIDS é uma doença que vai dissolver as fronteiras nacionais e mostrar aos seres humanos que o amor é a resposta.
Nesse processo de saúde ou de doença, não podemos dividir o nosso eu interior, nem nos separarmos uns dos outros. Estamos todos ligados. Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos a respeito da saúde e da doença afecta todas as outras pessoas. Ao curar a nós mesmos, curamos os outros. Ao expressar a nossa essência ou a nossa singularidade, fazemos com que todas as pessoas sejam saudáveis, contanto que permitamos que elas expressem a sua essência.
Cada parte de nós contém todo o padrão; cada célula de nosso corpo contém o padrão de todo o corpo e também contém o padrão da humanidade. Podemos ter acesso a esse grande padrão de saúde, feito de poder e de luz, para utilizá-lo na cura. Esse padrão é real e vivo. Nós somos esse padrão, e ele está no nosso campo áurico. Somos energia, e podemos mudar muito rapidamente. Vivemos num corpo gelatinoso que está constantemente mudando e que é capaz de grandes transformações.
O tempo é holográfico. Nós podemos nos deslocar pelas estruturas do tempo com propósitos curativos e obter informações a respeito do passado ou do futuro provável. Podemos ter acesso à sabedoria de todos os tempos para usá-la na cura. Somos essa sabedoria; ela está dentro de nós e em toda a nossa volta.
Reformulemos agora as afirmações M-l a respeito da nossa saúde (ver página 61), expressando-as de acordo com a perspectiva holográfica.
Em vez de dizer "Peguei a sua gripe", poderíamos dizer: "Minha gripe é um sinal de que preciso entrar em equilíbrio. Debilitei o meu sistema imunológico, deixando-o vulnerável a um vírus. Provavelmente, não prestei atenção àquilo de que necessitava. Preciso me cuidar mais. O que preciso fazer para recuperar o equilíbrio? Estamos ligados no sentido de que criamos uma gripe. Você provavelmente também precisa se cuidar mais!"
Em vez de dizer "Dei um mau jeito nas costas", poderíamos dizer: "Minha dor nas costas me diz que estou novamente deixando de cumprir os meus compromissos comigo mesmo. Chegou o momento de definir claramente as minhas intenções e de agir de acordo com elas. A partir dessas intenções mais definidas, surgirá um novo relacionamento com as minhas costas, que vai incluir maneiras de cuidar mais delas e de evitar problemas. Quando mais eu estiver atento a mim mesmo, mais os outros também farão o mesmo com relação ao seu físico."
Em vez de dizer "Meu estômago voltou a me causar problemas", poderíamos dizer: "Estou sendo duro comigo mesmo mais uma vez, e impondo muita tensão sobre o meu estômago. Preciso relaxar e dar a mim mesmo um pouco de atenção, de carinho e de amor." Em vez de dizer "Detesto os meus quadris -eles são grandes demais", poderíamos dizer: "Continuo despejando meu ódio nos meus quadris e tomando-os maiores, para que comportem todo esse ódio."
Essa nova maneira de nos relacionarmos com a doença não nos impede de buscar ajuda junto a um profissional. Todavia, ela enfatiza o modo como vimos tratando a doença e a forma pela qual isso precisa ser transformado para podermos nos conservar em estado de saúde. Ela também nos cria novas oportunidades com as quais podemos obter um estado de saúde. Quando interrompemos os velhos hábitos que nos mantêm doentes e modificamos a nossa atitude, automaticamente começamos a encarar o problema a partir de uma nova perspectiva. Não somos mais vítimas isoladas; ao contrário, temos algo que ver com isso, para começar. Assim, com a nossa sensação de liberdade, abriremos para nós mesmos novos caminhos, que antes não estavam à nossa disposição. Ao fazer isso, também ajudamos os outros a abrir novos caminhos para si mesmos e para outras pessoas.



O Desafio da Visão Holística.


O desafio com que nos defrontamos, como pacientes e curadores, é o de aceitar as oportunidades dadas pelo modelo holográfico, compreender quais são elas e aprender a utilizá-las. A nossa verdadeira realidade primária é a realidade da consciência e da energia. Qualquer ciência que se concentre na realidade secundária ou material do mundo físico é baseada na ilusão e, portanto, é ilusória. Se é assim, e se existe evidência para apoiar essa teoria, então, o nosso mundo é de fato muito diferente do modo como supomos que seja a partir das definições tridimensionais que impusemos a ele. Estamos tão acostumados às definições que impusemos ao nosso mundo o fato é que vamos precisar de algum tempo para nos sentirmos à vontade encarando-o de maneira diferente.
Primeiro, precisamos modificar a nós mesmos para podermos aceitar a perspectiva holográfica. Isso desafia o nosso senso de identidade, e torna necessária uma grande parcela de auto-responsabilidade. Precisamos ter muita responsabilidade pelo que fazemos, tanto para nós mesmos como em relação aos outros. No âmbito da saúde, isso nos faz muito responsáveis por cuidar da nossa saúde. E, ao mesmo tempo, isso nos proporciona recursos ilimitados para fazermos isso. Nesse estágio de nosso desenvolvimento, não é possível imaginar o grande poder, conhecimento e energia potenciais que estão disponíveis a nós dentro dessa realidade primária.


Re-visualização do Antigo Diagnóstico de uma Pessoa com o Modelo Holográfico.


As respostas para aquilo que a ciência médica chama de "remissão espontânea" ou de "um milagre" estão no modelo holográfico. Nesse modelo, uma doença equivale à imagem de uma maçã suspensa no espaço que, na verdade, não está lá. Trata-se de um sinal de alguma outra coisa. A doença indica as energias fundamentais em desequilíbrio que a criaram. Aquilo que a medicina tradicional chama de doença é uma indicação de um verdadeiro desequilíbrio existente em partes mais profundas da psique humana. Ou então, para nos expressarmos a partir da perspectiva de um curador, a doença é a manifestação física de uma perturbação mais profunda.
No modelo holográfico, todas as coisas estão ligadas entre si. Nós, por exemplo, ligamos a incapacidade que o pâncreas tem de funcionar corretamente à nossa incapacidade de assimilar a doce vida em outras áreas da nossa existência. O pâncreas está relacionado não apenas com a digestão do açúcar que ingerimos, mas também com a nossa capacidade de conservar as coisas belas na nossa vida, nos nossos relacionamentos e na afirmação da nossa personalidade. No começo, isso pode parecer absurdo. Quando analisamos o funcionamento do campo de energia humano, porém, tudo fica muito claro. Numa pessoa com um pâncreas saudável, podemos observar relações directas entre o campo de energia do pâncreas e a capacidade que essa pessoa tem de se ligar aos campos de energia que correspondem à doce vida universal.
Quando pensamos holograficamente, os nossos sintomas são os nossos amigos. O verdadeiro papel funcional do sintoma é nos informar de que alguma coisa dentro de nós está desequilibrada. É como se o sintoma fosse a extremidade de um fio de lã que está saindo debaixo do sofá da vovó. Quando seguimos esse fio, somos levados a todo o novelo de lã que o gatinho deixou lá depois de brincar. Dentro do novelo está a causa da doença.
Especialmente nos casos "incuráveis", os pacientes precisam ser orientados no sentido de se concentrarem, não no diagnóstico, mas na realidade mais profunda e nas suas outras energias de cura. Do ponto de vista holográfico, a predilecção natural de toda pessoa é permanecer saudável ou recuperar a saúde da maneira mais natural. Chamo de sistema de equilíbrio a esse processo natural que nos leva à saúde. Todas as pessoas têm um sistema de equilíbrio. A maioria dos sistemas de equilíbrio é bastante estável, mas eles podem ser ignorados ou influenciados. Cabe a cada indivíduo dar ouvidos e reagir ao seu sistema de equilíbrio.


Barbara Ann Brennan
Luz Emergente - A jornada da cura pessoal
Capítulo três - Uma nova visão da cura - A experiência holográfica - reprodução parcial
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OS ESSÉNIOS

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Abril de 1947, no vale de Khirbet Qumran, junto às encostas do Mar Morto, Juma Muhamed, pastor beduíno da região, recolhia o seu rebanho quando ao seguir atrás de uma ovelha desgarrada, percebeu que havia uma extensa fenda entre duas rochas. Curioso, atirou uma pedra e ouviu o ruído de um vaso a quebrar. No vaso, encontrou pergaminhos.Este momento caracterizou-se como um marco para o mundo arqueológico: A Descoberta dos Manuscritos do Mar Morto.

Desde então, a tradução e divulgação do seu conteúdo têm atraído atenção mundial, e uma grande expectativa tem-se instaurado quanto a possíveis segredos ainda não revelados.

Foram encontrados em 11 cavernas, nas ruínas de Qumran, centenas de pergaminhos que datam do terceiro século a.C até 68 d.C., segundo testes realizados com carbono 14. Os Manuscritos do Mar Morto foram escritos em três idiomas diferentes: Hebreu, Aramaico e Grego, totalizando quase mil obras.

Eles incluíam manuais de disciplinas, binários, comentários bíblicos, escritos apocalípticos, cópias do livro de Isaías e quase todos os livros do Antigo Testamento.

De acordo com os estudiosos, os Manuscritos estão divididos em três grupos principais: Sectários, Apócrifos e Bíblicos. Os Bíblicos reúnem todos os livros da Bíblia, excepto Ester, no total de 22 livros. Os Apócrifos são os livros sagrados excluídos da Bíblia, e, finalmente os Sectários que são pergaminhos relacionados com a seita, incluindo visões apocalípticas e trabalhos litúrgicos.

No livro "As doutrinas secretas de Jesus", o autor H. Spencer Lewis, F.R.C., Ph.D., cita na pág. 28: "Essa sociedade secreta (sociedade secreta de Jesus) pode ou não ter sido afiliada aos Essénios, outra sociedade secreta com que Jesus estava bem familiarizado".

A descoberta dos Pergaminhos do Mar Morto confirmou a referência feita pelo autor aos Essénios e seus ensinamentos secretos, que precederam o cristianismo e que Jesus deve ter conhecido bem. Um relatório parcial sobre essa descoberta, do arqueólogo inglês G. Lankester Harding, Director do Departamento de Antiguidades da Jordânia, diz o seguinte:

"A mais espantosa revelação dos documentos Essénios até agora publicada é a de que os Essénios possuíam, muitos anos antes de Cristo, práticas e terminologias que sempre foram consideradas exclusivas dos cristãos. Os Essénios tinham a prática do baptismo, e compartilhavam um repasto litúrgico de pão e vinho presidido por um sacerdote. Acreditavam na redenção e na imortalidade da alma. Seu líder principal era uma figura misteriosa chamada o Instrutor da Rectidão, um profeta-sacerdote messiânico abençoado com a revelação divina, perseguido e provavelmente martirizado."

"Muitas frases, símbolos e preceitos semelhantes aos da literatura essénia são usados no Novo Testamento, particularmente no Evangelho de João e nas Epístolas de Paulo. O uso do baptismo por João Baptista levou alguns eruditos a acreditar que ele era Essénio ou fortemente influenciado por essa seita. Os Pergaminhos deram também novo ímpeto à teoria de que Jesus pode ter sido um estudante da filosofia essénia. É de se notar que o Novo Testamento nunca menciona os Essénios, embora lance frequentes calunias sobre outras duas seitas importantes, os saduceus e os fariseus."

Todos esses documentos foram preservados por quase dois mil anos e são considerados o achado do século, principalmente porque a Bíblia, até então conhecida, data de uma tradução grega, feita pelo menos mil anos depois da de Qumran. Hoje, os Manuscritos do Mar Morto encontram-se no Museu do Livro em Jerusalém.

O nome Essénios deriva da palavra egípcia Kashai, que significa "secreto". Na língua grega, o termo utilizado é "therepeutes", originário da palavra Síria "asaya", que significa médico ou terapeuta.

A organização nasceu no Egipto nos anos que precedem o Faraó Akhenathon, o grande fundador da primeira religião monoteísta, sendo difundida em diferentes partes do mundo, inclusive em Qumran. Nos escritos dos Rosacruzes, os Essénios são considerados como uma ramificação da "Grande Fraternidade Branca".

Segundo estudiosos, foi nesse meio onde passou Jesus, no período que corresponde entre os seus 13 e 30 anos. Alguns estudiosos também acreditam que a Igreja Católica procura manter silêncio acerca dos Essénios, tentando ocultar que recebeu desta seita muitas influências.

Para medir o tempo, os Essénios utilizavam um calendário diferenciado, baseado no Sol. Ao contrário do utilizado na época, que consistia de 354 dias, seu calendário continha 364 dias que eram divididos em 52 semanas permitindo que cada estação do ano fosse dividida em 13 semanas e mais um dia, unindo cada uma delas.

Consideravam o seu calendário sintonizado com a "Lei da Grande Luz do Céu". O seu ritmo contínuo significava ainda que o primeiro dia do ano e de cada estação sempre caía no mesmo dia da semana, quarta-feira, já que de acordo com o Génesis foi no quarto dia que a Lua e o Sol foram criados.

Segundo os Manuais de Disciplina dos Essénios dos Manuscritos do Mar Morto, os Essénios eram realmente originários do Egipto, e durante a dominação do Império Seleucida, em 170 a.C., formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto, e cujas colónias estendiam-se até o vale do Nilo.

No meio da corrupção que imperava, os Essénios conservavam a tradição dos profetas e o segredo da Pura Doutrina. De costumes irrepreensíveis, moralidade exemplar, pacíficos e de boa fé, dedicavam-se ao estudo espiritualista, à contemplação e à caridade, longe do materialismo avassalador. Os Essénios suportavam com admirável estoicismo os maiores sacrifícios para não violar o menor preceito religioso.

Procuravam servir a Deus, auxiliando o próximo, sem imolações no altar e sem o culto a imagens. Eram livres, trabalhavam em comunidade, vivendo do que produziam.

Os Essénios não tinham criados, pois acreditavam que todo homem e mulher era um ser livre. Tornaram-se famosos pelo conhecimento e uso das ervas, entregando-se abertamente ao exercício da medicina ocultista.


Nos seus ensinamentos, seguindo o método das Escolas Iniciáticas, submetiam os discípulos a rituais de Iniciação, conforme adquiriam conhecimentos e passavam para graus mais avançados. Mostravam então, tanto na teoria quanto na prática, as Leis Superiores do Universo e da Vida, tristemente esquecidas na ocasião. Alguns dizem que eles preparavam a vinda do Messias.

Era uma seita aberta aos necessitados e desamparados, mantendo inúmeras atividades onde a acolhida, o tratamento de doentes e a instrução dos jovens eram a face externa de seus objectivos. Não há nenhum documento que comprove a estada essénia de Jesus, no entanto seus actos são típicos de quem foi iniciado nesta seita. A missão dos seguidores do Mestre Verdadeiro foi a de difundir a vinda de um Messias e nisto contribuíram para a chegada de Jesus.

Na verdade, os Essénios não aguardavam um só Messias, e sim, dois. Um originário da Casa de Davi, viria para legislar e devolver aos judeus a pátria e estabelecer a justiça. Esse Messias-Rei restituiria ao povo de Israel a sua soberania e dignidade, instaurando um novo período de paz social e prosperidade. Jesus foi recebido por muitos como a encarnação deste Messias de sangue real. No alto da cruz onde padeceu, lia-se a inscrição: Jesus Nazareno Rei dos Judeus.

O outro Messias esperado nasceria de um descendente da Casa de Levi. Este Salvador seguiria a tradição da linhagem sacerdotal dos grandes mártires. Sua morte representaria a redenção do povo e todo o sofrimento e humilhação por que teria que passar em vida seria previamente traçado por Deus.

O Messias-Sacerdote se mostraria resignado com seu destino, dando a vida em sacrifício. Faria purgar os pecados de todos e a conduta de seus actos seria o exemplo da fé que leva os homens à Deus. Para muitos, a figura do pregador João Baptista se encaixa no perfil do segundo Messias.


Até os nossos dias, uma seita do sul do Irão, os mandeanos, sustenta ser João Baptista o verdadeiro Messias. Vivendo em comunidades distantes, os Essénios sempre procuravam encontrar na solidão do deserto o lugar ideal para desenvolverem a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária, onde a partilha dos bens era a regra.


Rompendo com o conceito da propriedade individual, acreditavam ser possível implantar no reino da Terra a verdadeira igualdade e fraternidade entre os homens. Consideravam a escravidão um ultraje à missão do homem dada por Deus. Todos os membros da seita trabalhavam para si e nas tarefas comuns, sempre desempenhando atividades profissionais que não envolvessem a destruição ou violência.

Não era possível encontrar entre eles açougueiros ou fabricantes de armas, mas sim grande quantidade de mestres, escribas, instrutores, que através do ensino passavam de forma subtil os pensamentos da seita aos leigos.

O silêncio era prezado por eles. Sabiam guardá-lo, evitando discussões em público e assuntos sobre religião. A voz, para um Essénio, possuía grande poder e não devia ser desperdiçada. Através dela, com diferentes entoações, eram capazes de curar um doente. Cultivavam hábitos saudáveis, zelando pela alimentação, físico e higiene pessoal. A capacidade de predizer o futuro e a leitura do destino através da linguagem dos astros tornou os Essénios figuras magnéticas, conhecidas por suas vestes brancas.

Eram excelentes médicos também. Em cada parte do mundo onde se estabeleceram, eles receberam nomes diferentes, às vezes por necessidades de se proteger contra as perseguições ou para manter afastados os difamadores. Mestres em saber adaptar seus pensamentos às religiões dos países onde se situavam, agiram misturando muitos aspectos de sua doutrina a outras crenças. O saber mais profundo dos Essénios era velado à maioria das pessoas.

É sabido também que liam textos e estudavam outras doutrinas. Para ser um Essénios, o pretendente era preparado desde a infância na vida comunitária de suas aldeias isoladas. Já adulto, o adepto, após cumprir várias etapas de aprendizado, recebia uma missão definida que ele deveria cumprir até o fim da vida. Vestidos com roupas brancas, ficaram conhecidos em sua época como aqueles que "são do caminho".

Foram fundadores dos abrigos denominados "beth-saida", que tinham como tarefa cuidar de doentes e desabrigados em épocas de epidemia e fome. Os beth-saida anteciparam em séculos os hospitais, instituição que tem seu nome derivado de hospitaleiros, denominação de um ramo essénio voltado para a prestação de socorro às pessoas doentes.

Fizeram obras maravilhosas, que se reflectem até os nossos dias. A notícia que se tem é de que a seita se perdeu, no tempo e memória das pessoas. Não sabemos da existência de Essénios nos dias de hoje (não que seja impossível), é no mínimo, pelo lado social, uma pena termos perdido tanto dos seus preceitos mais importantes. Se o que nos restou já significa tanto, imaginem o que mais poderíamos vir a ter aprendido. Como sempre, é o máximo que podemos dizer: "uma pena".


Obrigado pelo seu interesse!
VICTOR RODRIGUES

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A ERA DE AQUARIANA E SEUS EFEITOS

A ERA DE AQUÁRIO

Aspectos Astrológicos

Muitas declarações sobre a Era Aquariana podem ser encontradas nas publicações actuais.

Frequentemente, deparamos com afirmações de que a Era Aquariana já começou, que vai durar certo período de tempo, que ela é o resultado de um fenômeno astronômico ou astrológico, que tem determinadas características, ou que, sob sua influência, o homem estará capacitado a realizar certos trabalhos específicos.

Queremos apresentar aqui os ensinamentos da Fraternidade Rosacruz sobre o assunto.

A Era Aquariana ainda não começou, apesar de sentirmos já a sua influência, e tardará ainda mais uns seiscentos anos até que chegue realmente, ou seja, isto acontecerá por volta do ano 2654 da Era Cristã.




Precessão dos Equinócios

O facto de alguns afirmarem que já estamos na Era Aquariana pode ser explicado pela diferença que existe entre as constelações zodiacais e o chamado "Zodíaco Intelectual". Um determinado grupo de estrelas fixas no céu chama-se Áries; outro grupo, localizado perto de Áries chama-se Taurus; um terceiro grupo chama-se Gemini, e assim por diante. Estas doze constelações ou grupo de estrelas, como são vistas no céu, ficam sempre no mesmo lugar e na mesma posição relativa entre umas e outras. Através destas constelações viaja o Sol, ano após ano, com precisão invariável. Mas, devido a que o eixo da Terra se inclina para o Sol e tem um movimento cambaleante, parecido ao movimento de um pião quando está perdendo sua força, o movimento do Sol parece ser irregular. Cada ano, quando o Sol entra na constelação de Áries cruzando o Equador da Terra, ele o faz um pouco antes do que no ano anterior. O Sol precede, e este é o motivo pelo qual os astrónomos falam na "precessão dos equinócios". Isto quer dizer que o Sol parece cruzar o Equador no equinócio vernal ou começo da primavera, cada ano um pouco antes do ponto no qual cruzou o Equador no ano anterior. Portanto, se um ano cruzou o primeiro grau de Áries, no ano seguinte cruzará ligeiramente a constelação de Pisces, desde o primeiro ponto de Áries e assim sucessivamente. Na verdade, este movimento retrógrado é tão lento, que o Sol demora quase 72 anos para cruzar um grau, ou seja, cerca de 2 156 anos para passar por um signo, ou 25 868 anos aproximadamente para passar, em movimento retrógrado, pelos doze signos. Este último período é chamado um Grande Ano Sideral.




Dois Zodíacos

Os astrónomos falam geralmente de "graus de ascensão recta", para os quais dividem o círculo do céu em 360 graus, começando pelo ponto de onde o Sol cruza o Equador celeste, no equinócio vernal precedente. Eles, da mesma forma que os astrólogos, conferem a Aries os primeiros 30 graus, a Taurus os 30 graus que se seguem a Aries, etc. Assim é explicado o zodíaco natural, composto das 12 constelações ou grupo de estrelas, que mudam tão imperceptivelmente sua posição no céu que não podemos notá-la em uma vida, nem em algumas centenas de anos. Por outro lado, existe o zodíaco intelectual, que começa no ponto preciso do equinócio vernal de qualquer ano.

Como o Sol, por precessão, viaja para trás pelos diferentes signos do zodíaco, é óbvio que chegará um momento em que o equinócio vernal ocorra no ponto preciso do primeiro grau de Áries, e, como consequência, em tal ano coincidirão os zodíacos natural e intelectual. A última vez que ocorreu este facto foi por volta do ano 498 da Era Cristã e como o Sol estava se movimentando à velocidade acostumada, ao redor de um grau a cada setenta e dois anos, é evidente que, na actualidade, o equinócio vernal ocorra cerca de nove graus de Pisces. De tal forma que será por volta do ano 2654 que o Sol realmente entrará na constelação de Aquarius. Podemos dizer que a Era Aquariana começará nessa época e irá durar aproximadamente 2 156 anos, durante os quais o Sol seguirá seu movimento retrógrado, atravessando os 30 graus do signo de Aquarius. Na verdade, não vamos imaginar que ocorra uma mudança brusca em uma determinada data, como sucede, por exemplo, quando dizemos que entramos no ano de 1975 à meia noite do dia 31 de dezembro de 1974. Esta é uma divisão matemática do tempo. De facto, as épocas distintas da existência humana dependem das influências vitais e são realmente mais o resultado de condições mentais do que de divisões do tempo, ainda que as duas estejam vinculadas.




Órbita de Influência

Por isso, os astrólogos reconhecem o que se chama de "uma órbita de influência". Para entender isto, devemos reconhecer que todo ser humano é algo mais do que vemos; que está rodeado por uma aura, uma atmosfera invisível, um "algo" que irradia de sua pessoa e que forma parte de sua personalidade. Em outra palavras, o homem tem certos veículos, invisíveis para a visão comum, que se estendem mais além de seu corpo físico. É por isso que, quando estamos perto de outra pessoa, os corpos invisíveis se misturam e há momentos em que estamos quietos e passivos sentimos mais estas influências subtis apesar delas sempre existirem e constituírem factores poderosos em nossas vidas.

Imaginemos uma pessoa concentrada integralmente em seu trabalho, de modo que não olhe, nem veja o que sucede ao seu redor. De repente, percebe que alguém entrou em seu quarto - que, na realidade, está atrás dela - vira-se e vê um amigo. Não ouviu a entrada de seu amigo porque estava muito absorta em seu trabalho, mas sentiu-o, porque a aura do amigo se intercalou com a sua própria atmosfera áurica. Por isso sentiu que alguém estava atrás dela, apesar de não ter nenhum contacto físico.

"Assim como é em cima, é em baixo" e vice-versa, é a Lei da Analogia, a chave mestra para os mistérios. O homem é o microcosmos e as estrelas, o macrocosmos. As constelações representam grupos de grandes Espíritos que se encerram em seus corpos estelares, com a finalidade de ajudar as inteligências menos desenvolvidas, para que possam Ter as experiências necessárias para sua evolução. Podemos concluir que estes grandes Espíritos têm veículos subtis que são similares aos da atmosfera áurica de nossa Terra. O Sol se aproxima muito da constelação de Aquarius no equinócio vernal. Assim, a influência de Aquarius, juntamente com os raios solares, são transmitidas à Terra e como a primavera é a época especial em que tudo está impregnado de vida, podemos perceber que o raio aquariano assim transmitido, far-se-á sentir entre as pessoas da Terra.




Era de Pisces

Reconhecemos, sem dificuldade, a influência de Pisces durante os últimos dois mil anos. A superstição, a escravidão intelectual, a fé cega pela qual passou a civilização, são fenómenos bem conhecidos dos historiadores. Por outro lado, as influências da Era de Pisces no processo evolutivo foram necessárias. Os ensinamentos de amor e altruísmo que Cristo trouxe à Terra eram tão estranhos à religião da lei e do medo, conhecidas até então, que não podiam surtir efeito na humanidade, se não se desse ênfase à fé que abrangeu a doutrina da redenção da humanidade, por meio da "expiação redentora do Gólgota". A Era de Pisces será recordada como a Era da Fé, em contraste com a Era Aquariana, a Era da Razão, durante a qual serão ensinados os princípios do novo Cristianismo - amor e desinteresse. Na Era de Pisces recomenda-se a abstinência da carne em certos dias. Reverencia-se uma Virgem Imaculada. Aconselha-se que se abandone os prazeres da carne e os apelos à sensualidade. Nos seiscentos anos que faltam para que a Era Aquariana se inicie definitivamente, faremos muitos progressos nestas duas áreas de consciência. Recordemos que Júpiter, o planeta da benevolência e da filantropia, também governa Pisces e tem sido um factor muito importante no desenvolvimento do altruísmo durante estes últimos anos.




Era de Inovações (Aquarius)

Os estudos astrológicos informam-nos que Aquarius exerce uma influência intelectual original, inventiva, mística, científica, filantrópica e religiosa. Se quisermos aplicar a sentença bíblica que diz "por seus frutos os conhecereis", podemos pressentir a Era Aquariana pelos esforços originais ligados à ciência, religião, misticismo e altruísmo. Olhando para trás podemos ver um período de quase cem anos (século XX), no qual o Sol viajou, por precessão, pouco mais de um grau na órbita até Aquarius e constatamos que, durante esse tempo, produziu uma grande mudança em muitas idéias, houve novos descobrimentos, avanços científicos e muito mais inovações em todos os campos de actividade do que nos últimos dois mil anos. Consideremos algumas das invenções deste último século: o telefone, o telégrafo, o radar, a televisão, computadores e a complicada maquinaria das viagens espaciais. Isto e milhares de outras invenções são indicadores no mundo físico, da aproximação da Era Aquariana.

Também notamos que tendências à idéias liberais em assuntos religiosos estão substituindo as condições antigas de crença dogmática tão enraizadas na doutrina. É notável o número crescente daqueles que desenvolveram a visão espiritual e estão investigando o caminho da evolução nos planos superiores. Os estudos astrológicos estão adquirindo uma popularidade nunca vista nos últimos anos. Ficamos impressionados ao entrar numa livraria e constatar o número incrível de publicações recentes sobre ocultismo, astrologia, etc.

Na Era Aquariana, haverá a combinação da religião com a ciência e teremos então uma ciência religiosa e uma religião científica. Cada qual aprenderá e respeitará os descobrimentos feitos pela outra, o que redundará em saúde, felicidade e permitirá ser possível desfrutar uma vida melhor.








Fraternidade Universal

A Era Aquariana será uma era de fraternidade universal e já observamos, à nossa volta, movimentos para a eliminação de barreiras e preconceitos raciais. Na actualidade, este resultado tem sido obtido, muitas vezes, através do derramamento de sangue e rebeliões. A espada, que governa a Era de Pisces, é ainda poderosa, mas cederá seu lugar à ciência e ao altruísmo, que regerão a Era Aquariana.

Como Aquarius é um signo de ar, científico e intelectual, a conclusão inevitável é de que a religião desta Era deverá estar alicerçada na razão e será capaz de explicar o enigma da vida e da morte, de tal maneira que satisfaça tanto a mente como o sentido religioso. Neste aspecto, os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental estão preparando o caminho para a Era Aquariana, aspirando eliminar o temor da morte, que se origina da incerteza que envolve a existência após a morte. Estes ensinamentos demonstram que a vida e a consciência continuam submetidas à leis tão imutáveis como Deus, cuja meta é erguer o ser humano até um estado de espiritualidade mais nobre e elevado.

Como é um signo do ar, Aquarius governa especialmente a região etérica. À medida que o Sol entrar, por precessão, em Aquarius, a humidade da terra irá sendo eliminada, gradualmente, e as vibrações visuais, que se transmitem mais facilmente em uma atmosfera seca e etérica, serão mais intensas. Nessas condições poderemos desenvolver nossa visão espiritual e seremos capazes de ver os seres que vivem na região etérica, incluindo os nossos parentes e amigos já "falecidos". Poderemos, então, continuar nossa união com eles, mesmo depois da "morte", sabendo que eles partiram para as regiões mais elevadas. Estaremos, assim, suficientemente aptos para reconhecer que, na realidade, há "vida depois da morte".

Quando o homem atingir este ponto de evolução, estará tão iluminado que poderá evitar muitas "quedas" que lhe causam tanto sofrimento e perturbação, e desfrutar uma existência muito mais ditosa do que a que tem actualmente. Será capaz de resolver problemas sociais em forma equitativa para todos e o uso de maquinaria e instrumentos aperfeiçoados livrarão as pessoas, em grande parte, de tarefas físicas pesadas e dar-lhe-ão uma melhor oportunidade para progressos intelectuais e espirituais.

Ainda que, a seu devido tempo, todos nós tenhamos direito aos benefícios da Era Aquariana, há a possibilidade, agora, para aqueles que aspiram a uma vida melhor e mais espiritualizada, pôr-se em sintonia com o espírito da Era vindoura e preparar sua receptividade às influências aquarianas. Aquele que viver sinceramente uma vida de serviço para a humanidade e que exercite seus dons de compaixão, altruísmo e benevolência, progredirá no caminho evolutivo conforme os esforços que fizer para responder às influências de Aquarius.


Tradução livre do tema nº05 da The Rosicrucian Fellowship

Leitura recomendada: CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS por Max Heindel



Sugiro a leitura do nosso artigo: O AMOR INCONDICIONAL





Victor Rodrigues


Mestre-Professor de Usui-Reiki


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As polémicas cartas de Madre Teresa de Calcutá

Para se compreender a polémica que gira actualmente das cartas de Madre Teresa de Calcutá sobre as suas dúvidas, ou crises de fé, como lhe têm abundantemente chamado meios de comunicação leigos, sem nenhum conhecimento do mecanismo da fé e do ser humano, temos primeiro que compreender que a fé não é uma coisa da emoção, pode-se sentir como emoção, mas não é emocional, não é do sentimento, embora se possa sentir. A fé provem da mente superior, é mental, vem da razão superior e sente-se como tal e emociona-nos naturalmente...


Mas não é uma coisa do simples foro emocional, não depende do estado emocional que nos podemos, ou não encontrar, a emoção vai e vem (e + moção = movimento), por isso por vezes se pode sentir, mas não é uma coisa obrigatoriamente estável, as nossas emoções são até bastante instáveis, assim como os humores e os sentimentos por vezes até contraditórios.

Se analisar-mos bem o artigo deste site: "O Coração é Anómalo", veremos que o coração não está completamente sujeito à mente, está também sujeito ao que se chama no artigo de "Corpo de Desejos", de onde provêm as nossas emoções, o coração é um músculo involuntário (não necessita dos nossos comandos conscientes), mas é anatómicamente em parte construído como um músculo voluntário.

Portanto não pode ser estável na forma como se faz sentir.

Sabemos bem que duas pessoas se podem amar por longos anos seguidos, mas isso não impede que não tenham inúmeras dúvidas, "noites escuras", crises de dúvidas, no entanto sentem um não sei quê de atracção superior, que supera por vezes o racional e o amor continua ao outro dia como se nada fosse. Isso é normal.

Pois bem isso foi em parte o que a Madre Teresa de Calcutá sentiu muitas vezes, mas não é essa a única razão para as suas dores.

Outras das razões é que ao incorporar de tal maneira o Cristo, obviamente tinha que sentir essa "dor" dentro dela, igual ao que Cristo sentia por toda a humanidade, era uma dor que ela não sabia explicar, um vazio, um abandono, como quando Cristo na cruz disse: "Pai porque me abandonas-te?", se nem Cristo o podia compreender (não esqueça-mos que Cristo também era homem), como poderia Madre Teresa compreender?

Uma coisa é certa, quanto mais ela sentia tudo isso, quanto mais ela obrava em prol da caridade, maior era a sua força e a sua obra está aí para quem a quiser ver.

Isto é o que todos temos que compreender, sem querer generalizar, todos na sua fé podem ter os seus momentos de solidão, mas isso não passa de mais uma "prova" que Deus nos pede (se assim me é permitido expressar).

São portanto mais um testemunho de fé as carta de Madre Teresa para todos nós, e dão-nos com esta polémica a oportunidade de que se discuta a fé e que se compreenda realmente o que é a fé.

Madre Teresa tinha uma fé férrea (a sua obra e vida comprova-o), uma fé que provinha de uma outra parte do seu ser, diferente do sentimento e da emoção cambiantes.

Victor Rodrigues

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07/09/2007
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O CORAÇÃO É UMA ANOMALIA

Nenhuma lição é de valor real como princípio dativo de vida se a sua verdade for aprendida superficialmente. Deverá ser assimilada através do coração, pela aspiração e pela amargura. A lição principal que, por este modo, o homem deve aprender é: o que não beneficia a todos não beneficia realmente a ninguém.

Durante cerca de dois mil anos temos concordado, de boca apenas, em agir e dirigir a vida segundo a máxima: "respondei ao mal com o bem". O coração pede benevolência e amor. Mas a Razão pede beligerância e medidas punitivas, se não como vingança, pelo menos como meio de prevenir uma repetição de hostilidades. Este divórcio entre o coração e a cabeça impede o crescimento do verdadeiro sentimento de Fraternidade Universal e a adoração dos ensinamentos de Cristo, o Senhor do Amor.

A mente é o foco através do qual o Ego percebe o mundo material. Como instrumento para aquisição do conhecimento é inestimável nesse domínio. Porém, ao arrogar-se o papel de ditador da conduta do homem para com os semelhantes, a mente está em caso análogo ao das lentes do telescópio que, focalizadas para o Sol, dissessem ao astrónomo: "estamos mal enforcadas, não estamos bem de frente ao Sol, não cremos que seja bom focalizar o Sol, preferimos que focalizeis a Júpiter. Os raios do Sol esquentam-nos demasiadamente e podem danificar-nos".

Se o astrónomo, empregando sua vontade, focaliza o telescópio a seu talante, como que dizendo às lentes para se ocuparem na transmissão dos raios que recebem, deixando para ele os resultados, o trabalho efectuar-se-á devidamente. Porém, se o mecanismo do telescópio estivesse ligado às lentes e elas tivessem uma vontade mais forte, o astrónomo ver-se-ia seriamente coibido e, tendo de lutar para manter o instrumento em boa forma, inevitavelmente as imagens sairiam confusas, fracas, imprecisas ou sem valor.

Assim acontece com o Ego. Trabalha com um tríplice corpo que governa, ou deveria governar através da mente mas, triste é dizê-lo, este corpo, tem uma vontade própria, é ajudado quase sempre pela mente, e frustra os propósitos do Ego.

Esta antagónica "vontade inferior" é expressão da parte superior do corpo de desejos. Quando se deu a divisão do Sol, na Época Lemúrica, e a Terra, que incluía a Lua, se separou, a parte mais avançada da humanidade nascente experimentou no corpo de desejos uma divisão em duas partes, a superior e a inferior. O resto da humanidade sofreu divisão semelhante na primeira parte da Época Atlante.

A parte superior do corpo de desejos converteu-se numa espécie de alma-animal. Construiu o sistema nervoso cérebro-espinhal e os músculos voluntários, dominando por esse meio a parte inferior do tríplice corpo, até que o elo de ligação, a mente, foi agregado. Então, a mente uniu-se a essa alma-animal fazendo-se co-regente.

Portanto, a mente está limitada pelos desejos, submersa na egoísta natureza inferior, o que torna difícil ao espírito o governo do corpo. O foco, a mente, que deveria aliar-se à natureza superior, está unida à natureza inferior, escrava do desejo.

As religiões de raça e suas leis foram dadas para emancipar o intelecto do desejo. O "temor a Deus" foi posto contra os "desejos da carne", mas não bastava para conseguir o domínio do corpo e garantir sua cooperação voluntária. Foi necessário que o espírito encontrasse no corpo outro ponto de apoio, que não estivesse sob o domínio do corpo de desejos. Não nos músculos porque são expressões do corpo de desejos, e formam um caminho direito até o ponto principal onde a mente traidora está unida ao desejo e reina suprema.

Se os Estados Unidos estivessem em guerra com a França não desembarcaria suas tropas na Inglaterra, esperando dominar a França, mas desembarcariam os soldados directamente na França, para que lutassem ali.

Assim, o Ego, como sábio general, segue uma conduta semelhante. Não começa sua campanha adquirindo domínio sobre alguma das glândulas, porque estas são expressões do corpo vital. É-lhe impossível adquirir domínio sobre os músculos voluntários, muito bem defendidos pelo inimigo. A parte involuntária do sistema muscular, sob a direcção do sistema nervoso simpático, seria também inútil para esse objectivo.

O Ego tem de conquistar um contanto mais direito com o sistema nervoso cérebro-espinhal. Nesse sentido, para conseguir uma base de operações no próprio campo inimigo, deve dominar um músculo que seja involuntário e que, ao mesmo tempo, esteja relacionado com o sistema nervoso voluntário, mas não sob sua direcção. Esse músculo é o coração.

Já falamos anteriormente das duas classes de músculos: voluntários e involuntários. Estes últimos têm suas fibras em sentido longitudinal, e são relacionados com as funções que estão fora do domínio da vontade, como a digestão, a respiração, a excreção, etc. Ordinariamente, não podemos dominar a circulação. Em condições normais, a quantidade de batidas do coração é fixa.

Os músculos voluntários, como os das mãos e dos braços, são dominados pela vontade, por meio do sistema nervoso voluntário. As suas fibras estão dispostas longitudinalmente cruzando-se com estrias transversais.

Estas particularidades são exaltas para todos os músculos menos para o coração. É um músculo involuntário mas, para confusão dos fisiólogos, o coração é também estriado, como se fosse um músculo voluntário. É o único órgão do corpo que exibe essa peculiaridade, porém, como esfinge, recusará dar aos cientistas materialistas uma resposta que resolva o enigma.

O ocultista pode encontrar facilmente a resposta na Memória da Natureza. Nessa fonte vê que o coração, quando o Ego procurou, pela primeira vez, firmar-se aí, era estriado apenas longitudinalmente, tal como qualquer outro músculo involuntário. À medida que o Ego foi adquirindo domínio sobre o coração, foram-se desenvolvendo gradualmente as fibras transversais. Não são nem tão numerosas nem tão definidas como as dos músculos que estão debaixo do pleno domínio do corpo de desejos mas, conforme os princípios altruísticos do amor e da fraternidade se vigorizem e gradualmente sobre-passem a razão, baseada no desejo, essas estrias transversais serão mais numerosas e estruturadas.

Como indicamos anteriormente, o átomo-semente do corpo denso está situado no coração e abandona-o quando a morte ocorre. A obra dativa do Ego está no sangue.

Com excepção dos pulmões, o coração é o único órgão do corpo através do qual passa todo o sangue em cada ciclo.

O sangue é a expressão mais elevada do corpo vital, porque nutre todo o organismo físico. Em certo sentido, é também o veículo da memória subconsciente e está em contacto com a Memória da Natureza, situada na divisão mais elevada da Região Etérica. O sangue leva as recordações da vida dos antecessores aos descendentes durante gerações, quando é um sangue comum, como acontece na endogamia.

Na cabeça há três pontos que são o assento particular de cada um dos três aspectos do espírito. O segundo e terceiro aspectos têm outros pontos de sustentação secundários.

O corpo de desejos é expressão deturpada do Ego. Manifesta em "egoísmo" o que é a "individualidade" do Espírito. A individualidade não procura o seu em detrimento dos demais, enquanto o egoísta procura tudo possuir sem ter em conta os demais. O assento do Espírito Humano é, primariamente, a glândula pineal e secundariamente, o cérebro, ou antes, o sistema nervoso cérebro-espinhal, que domina os músculos voluntários.

O amor e a unidade do Mundo do Espírito de Vida encontram sua contraparte ilusória na Região Etérica, com a qual estamos relacionados pelo corpo vital, o originador do amor sexual e da união sexual. O Espírito de Vida assenta, primariamente, no corpo pituitário e, secundariamente, no coração, o regente do sangue que nutre os músculos.

O inactivo Espírito Divino - O Observador Silencioso - encontra a sua expressão material no passivo, inerte e insensível esqueleto do corpo denso, o obediente instrumento dos outros corpos. Não tem o poder de actuar por iniciativa própria e tem sua fortaleza no impenetrável ponto da raiz do nariz.

Em pura realidade, o espírito é um só, porém, observado do Mundo Físico, o Ego refracta-se em três aspectos que se expressam da forma indicada.

O sangue, ao passar pelo coração, ciclo após ciclo, hora após hora, durante toda a vida, grava os acontecimentos nos átomos-sementes, enquanto permanecem frescos. Prepara um arquivo fidelíssimo da vida que, depois, na existência post-mortem, se imprimirá indelevelmente na alma. O coração está permanentemente em estreito contacto com o Espírito de Vida, o espírito do amor e da unidade, o que o torna o foco do amor altruísta.

Após as imagens passarem ao Mundo do Espírito de Vida, em que se encontra a verdadeira Memória da Natureza, não voltam através dos lentos sentidos físicos mas directamente através do quarto éter contido no ar que respiramos. No Mundo do Espírito de Vida, o espírito pode ver muito mais claramente do que nos mundos mais densos. Nesse elevado plano que lhe é próprio, está em contacto com a Sabedoria Cósmica e, em qualquer situação, sabendo imediatamente o que há de fazer, envia sua mensagem de guia e de acção ao coração. Este logo a retransmite ao cérebro por meio do nervo pneumogástrico. Assim se formam as "primeiras impressões", os impulsos intuitivos, sempre bons porque emanam directamente da fonte cósmica de Sabedoria e Amor.

Isto é tão instantâneo que o coração tem tempo de efectuá-lo antes da razão, mais lenta, poder, por assim dizer, "considerar a situação". Crê-se que o homem pensa em seu coração e é certo, porque "assim ele é". O homem, inerentemente, em qualquer aspecto, é um espírito virginal, bom, nobre, verdadeiro. Tudo o que não é bom pertence à natureza inferior, o ilusório reflexo do Ego. O espírito virginal sempre está dando sábios conselhos. Se pudéssemos seguir os impulsos do coração, o primeiro pensamento, a Fraternidade Universal seria realizada agora mesmo.

Mas precisamente neste ponto, começam as complicações. Depois do bom conselho dado pela primeira impressão, começa o raciocínio e, na maioria dos casos, o cérebro domina o coração. O telescópio controla o próprio foco e aponta para onde quer, sem atender ao astrónomo. A mente e o corpo de desejos frustram os desígnios do espírito e tomam a direcção, mas, como carecem da sabedoria do Espírito do Espírito, tanto o espírito como o corpo sofrem as consequências.

Os fisiólogos notam que certas áreas do cérebro estão dedicadas a determinadas actividades mentais. Os frenólogos levaram esse ramo da ciência ainda mais além. Sabe-se também que o pensamento destrói o tecido nervoso e que este desgaste do corpo, como qualquer outro, é restaurado pelo sangue. Quando o coração se converter em músculo voluntário, a circulação do sangue ficará completamente sob o domínio do unificante Espírito de Vida, o Espírito do Amor. Então, terá o poder de impedir que o sangue flua a essas partes do cérebro dedicadas a propósitos egoístas. Esses centros mentais irão atrofiando-se gradualmente. Por outro lado, ser-lhe-á possível activar o sangue quando as elaborações mentais foram altruístas, o que restaurará e vigorizará esses centros. A natureza passional será conquistada e, pelo Amor, a mente será emancipada da escravidão do desejo. Só emancipando-se completamente pelo Amor, o homem poderá elevar-se além da lei e converter-se, ele mesmo, numa lei. Tendo-se conquistado a si, conquistará então todo o mundo.

As estrias transversais do coração podem formar-se mediante certos exercícios de treinamento oculto. Alguns desses exercícios são perigosos e devem ser levados a cabo unicamente sob a direcção de um instrutor competente. É nosso desejo que nenhum leitor desta obra se deixe enganar por impostores habilidosos e desejosos de atrair discípulos. Para evitar esse engano voltamos a repetir, mui seriamente: nenhum verdadeiro ocultista se gaba, anuncia seus poderes ocultos, nem vende lições a tanto cada uma ou a tanto o curso, ou consentirá jamais em fazer exibições. Realiza seu trabalho com a maior discrição possível e somente com o propósito de ajudar legitimamente os demais, sem pensar nunca em si mesmo.

Como dissemos no princípio deste capítulo, todas as pessoas desejosas de obter o conhecimento superior podem ter a mais absoluta confiança: se verdadeiramente o buscam, encontrarão aberto o caminho que a ele conduz. Cristo mesmo preparou o caminho para "quem o deseje". Ele ajudará e abençoará a todo o verdadeiro investigador que deseje trabalhar pela Fraternidade Universal.



Pode encontrar explicação mais detalhada acedendo aqui ao CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS de Max Heidel de onde este texto é extraído.

Victor Rodrigues
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O Amor Incondicional

Amor incondicional, antes de significar não exigir condições, é desprezar as condições aparentes e fornecer condições para que o outro se supere e chegue aonde é de seu destino chegar. Fazer alguém sorrir, levantar, acreditar em si e nas suas infinitas possibilidades, para mim é parte do Divino. Mas a "estrada é longa e o caminho é deserto, e o lobo mau passeia aqui por perto..." e decepções são inevitáveis, salvos os presenteados pela sorte, justo por estarmos todos a caminho... Assim, temos amores que nos traem, nos esquecem, nos magoam... mas como bem canta o Chico, "amores serão sempre amáveis" e o perdão, mesmo sem que o outro peça, ou volte, ou reconheça o erro, é o extremo do amor... O outro será sempre responsável pelas suas opções, já não é tarefa nossa a partir de então.

A psicologia, assim como muitos livros de auto-ajuda, são facas de dois gumes na medida em que procuram deixar fluir todo o "eu" sem filtros "verdadeiros", e incentivar a solidificação deste como personalidade ou génio. Alguns amigos "analisados" tornaram-se um ego ambulante, altamente irritáveis diante de qualquer adversidade ou simples opinião alheia. Não existem pessoas boas e pessoas más. Existe em todos nós a dualidade do que flutua e do que se esconde. É trabalho de pescador aprofundar-se, romper recifes, superar ondas, desencastelar corações e almas, aprisionadas em questões mal resolvidas, mal entendidas, mal ensinadas, mal aprendidas nesta "Matrix". O primeiro passo é reconhecer que as coisas não andam nada bem, senão não seriam precisos tantos manuais para o amor, tanta droga, tanto álcool, tanta troca.

Acreditá-las imutáveis e calar vozes que nos alertam para os erros é opção calcada quase sempre na imagem narcísea da superfície das águas. Se o espelho fosse nosso melhor amigo, como ditam as modas, ele não reflectiria com o passar do tempo a nossa decrescência física. O amor é mais, a vida é mais, todos somos mais ao envelhecer, senão toda filosofia é vã, todo aprendizado inútil, todo amor fugaz. Amem profundamente os idosos em geral, a exemplo dos orientais e indígenas.

Se neste quadro de parcas cores tentarmos definir o amor, a missão será impossível, a confusão certa, a banalização desumana, as lágrimas e dores serão atribuídas ao amor. O amor liberta o que de divino existe em nós, quem ama verdadeiramente é livre, mas é de outra liberdade, diferente da que nos faz fantoches dos nossos caprichos e ilusões, ou de caprichos e ilusões do ser amado; a alforria das sombras, afinal, para uma perfeita visão do outro e perfeito encontro de almas ainda neste corpo em qualquer idade; Justo merecedor de todo amor, carinhos, afagos, cuidados, beijinhos e muita paixão...

Para se sentir o Amor Incondicional por todos os seres, só há um caminho, um caminho que pode parecer árduo, como todos os caminhos desconhecidos, mas que no fundo é o único que temos e que teremos que percorrer de uma forma ou de outra, nesta ou noutra existência. Esse é o caminho recto em harmonia com as Leis da Natureza, Leis Harmónicas, Infalíveis e de Superior Inteligência que tudo dominam e organizam, Forças Supremas que tudo Harmonizam, senão observem-se a dança dos astros, como tudo se relativiza no Cosmos e também aqui no nosso planeta as plantas, os animais e até nós mesmos, mas para compreender isso tudo e que não é o caos que perdomina, mas sim a relação de forças harmónicas, temos que aumentar a nossa consciência, só aumentando a nossa consciência podemos sentir esse Amor Incondicional por todos os seres vivos, só a compreenssão dessas Leis nos pode dar o sentimento de felicidade, liberdade e de auto-realização no caminho do Amor Incondicional.


Victor Rodrigues.

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LEIA TAMBÉM: CRISTO E O AMOR INCONDICIONAL
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Cristo e o Amor Incondicional

O Amor Incondicional por tudo e por todas as coisas, só é possível de atingir sob certas condições. Não se pode ter esse sentimento sem compreender que tudo é bom, que tudo é útil, mesmo o ruim age em prol do bem. Senão vejamos; penso que para quem lê este meu pequeno artigo, seja ponto assente que a humanidade caminha para um desenvolvimento, que tudo na Natureza caminha sempre para uma evolução e não ao contrário, sem entrar em considerações Darwinianas, nunca se viu uma flor reflorescer das pétalas mortas, começar a viver e depois reduzir o seu tamanho até ficar em semente. Portanto tudo evolui na Natureza, se assim é, nós incluídos, caminhamos para uma outra finalidade sobre a qual não cabe aqui dissertar e que uma Força ou Inteligência Superior a que normalmente chamamos de Deus, impulsa tudo para essa evolução, creio que isso será outro ponto assente.Ora isso leva-nos à próxima consideração; Será um Deus vingativo e punitivo como no Antigo Testamento, ou um Deus benevolente e cheio de Amor como no Novo Testamento? Creio que a maioria pende para a segunda consideração, então a finalidade de toda esta evolução será boa ou má? Penso que poderemos deduzir que será boa, pois um Deus de Amor, só assim poderá agir. Então, todas as contrariedades, desgraças e dores afinal devem ter uma finalidade qualquer, que seja a que for acabará sempre em bem. Afinal, como vimos, o ruim está a trabalhar, em última análise para o bem. Assim poderemos compreender agora as palavras de Cristo que Lucas transcreve em Lc. 12,51 “Eu vim atear fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado! Tenho que receber um baptismo, e que angústias as minhas até que ele se realize!” Ora aí esta! Ele o arauto do Amor, que veio precisamente como ninguém antes, nem depois, apregoar o Amor e a Paz entre os homens, a dizer estas palavras… Mas Ele ainda disse mais, no Capítulo seguinte Diz; “Julgais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não, Eu vo-lo digo, mas antes a divisão. Porque, daqui por diante, estarão cinco divididos numa só casa; três contra dois e dois contra três; vão dividir-se: o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra.” Que grande contradição! Vejamos agora bem à luz da história se será assim uma grande contradição: NÃO A PAZ, MAS A ESPADA Todas as Religiões de Raça, como no Antigo Testamento, são do Espírito Santo. Baseadas na lei, são insuficientes, porque produzem o pecado e acarretam a morte, a dor e a tristeza. Todos os Espíritos de Raça sabem disso e compreendem que suas religiões são, tão somente, passos necessários para atingir algo melhor. Todas as Religiões de Raça, sem excepção, indicam Alguém que virá, o que demonstra a assertiva anterior. A religião dos persas indica a Mithras; a dos Caldeus, a Tammuz. Os antigos deuses do norte previam a aproximação da "Luz dos Deuses", quando Surt, o brilhante Sol-Espiritual viesse substituí-los e uma nova e mais formosa ordem se estabelecesse em "Gimel", a Terra regenerada. Os egípcios esperavam a Horus, o Sol recém-nascido. Mithras e Tammuz são também simbolizados como órbitas solares e todos os templos principais eram construídos com frente para Leste, para que os raios do Sol nascente pudessem brilhar directamente através das portas abertas. O templo de São Pedro, em Roma, foi assim edificado. Todos estes fatos demonstram que, geralmente, era sabido que Aquele que viria seria um Sol Espiritual, para salvar a humanidade das influências separatistas das Religiões de Raça. Essas religiões eram passos necessários à humanidade a fim de prepará-la para a vinda de Cristo. O homem deve primeiramente cultivar um "eu", antes de poder ser desinteressado e compreender o aspecto superior do Amor Incondicional e da Fraternidade Universal, que exprime unidade de propósitos e interesses. Cristo lançou as primeiras bases do Amor Incondicional e da Fraternidade Universal na sua primeira vinda. Tal Amor Fraternidade será coisa verdadeiramente realizada quando Ele voltar. Como o princípio fundamental de toda Religião de Raça é a separação, que indica o engrandecimento próprio a expensas doutros homens e nações, é evidente que, levado às suas últimas consequências, esse princípio teria necessariamente uma tendência destrutiva e frustraria a evolução, a menos que a religião de raça fosse substituída por uma religião mais construtiva. As religiões separatistas do Espírito Santo devem dar lugar à unificante religião do Filho, a Religião Cristã. A lei deve ceder lugar ao Amor, e as raças e nações separadas devem unir-se numa Fraternidade Universal, tendo Cristo como Irmão Maior. A Religião Cristã não teve ainda o tempo necessário para realizar esse grande objectivo. Até agora o homem está sob a influência do dominante Espírito de Raça. Os ideais do Cristianismo ainda são demasiado elevados para ele. O intelecto pode ver nesses ideais algumas belezas e facilmente admite que devemos amar os nossos inimigos, mas as paixões do corpo de desejos permanecem demasiado fortes. Sendo a lei do Espírito de Raça "olho por olho", o sentimento afirma: "vingar-me-ei". O coração pede Amor, mas o Corpo de Desejos anseia por vingança. O intelecto vê, em abstracto, a beleza de amar os nossos inimigos mas, nos casos concretos, alia-se aos sentimentos vingativos do corpo de desejos com a desculpa de fazer justiça, porque "o organismo social deve ser protegido". É motivo de satisfação, não obstante, que a sociedade sinta desejo de criticar os métodos empregados. Os métodos correctivos e a misericórdia vão-se tornando cada vez mais preponderantes na administração das leis. Podemos notar manifestações desta tendência na frequência com que são suspensas as sentenças e deixados à prova prisioneiros convictos, e no espírito da humanidade que nos tempos actuais se usa para com os prisioneiros de guerra. É a vanguarda do sentimento do Amor Incondicional por tudo e por todos os seres vivos, e da Fraternidade Universal que está já fazendo sentir a sua influência, lenta mas seguramente. Embora o mundo esteja progredindo e, por exemplo, seja fácil assegurar boa assistência às conferências e artigos enquanto se limitarem a falar dos mundos superiores e dos estados post-mortem, pode comprovar que tão logo seja abordado o tema do Amor Incondicional, as audiências perdem-se e os seus artigos passam sempre para o cesto dos papéis. Em geral, o mundo não gosta de considerar coisas que julga "demasiado" altruístas. Deve haver uma razão para isso. Não considera norma de conduta natural a que não ofereça uma oportunidade de "conseguir alguma coisa dos seus semelhantes". As empresas comerciais são planeadas e conduzidas segundo este princípio. Ante a mente desses que estão escravizados ao desejo de acumular riquezas inúteis, a ideia do Amor Incondicional e da Fraternidade Universal evoca as terríveis visões da abolição do capitalismo e sua inevitável consequência, a exploração dos demais, e enfim, o fatal naufrágio dos "interesses de negócios". A palavra "escravizados" descreve exactamente a condição. De acordo com a Bíblia, o homem deveria ter domínio sobre o mundo mas, nas grande maioria dos casos, o inverso é a verdade: o mundo é que tem domínio sobre o homem. Cada homem que tenha interesses próprios admitirá, em momentos de lucidez, que as posses constituem uma fonte inesgotável de aborrecimentos, que se vê constantemente obrigado a traçar planos para conservar os seus bens, ou pelo menos cuidar deles para evitar perdê-los, pois sabe "por dura experiência" que os outros estão sempre procurando tomá-los. O homem é escravo de tudo aquilo que, por inconsciente ironia, chama de "minhas posses" quando, em realidade, são elas que o possuem. Bem disse o Sábio de Concord: "São as coisas que vão montadas e cavalgam sobre a humanidade". Este estado resulta das Religiões de Raça e seus sistemas de leis; por isso, todas elas assinalam "Aquele que deve vir". A Religião Cristã é a única que não espera Aquele que deve vir, mas sim "Aquele que deve voltar". A sua volta se fará quando a Igreja se liberte do Estado. A Igreja, especialmente na Europa, está atrelada ao carro do Estado. Os ministros de Igreja encontram-se coibidos por considerações económicas, não se atrevem a proclamar as verdades que os seus estudos lhes têm revelados. Recentemente, um viajante assistiu, numa igreja, a uma cerimónia de confirmação. A Igreja está sob o domínio do Estado e todos os seus ministros estão sob o poder temporal. Os fiéis nada têm a dizer sobre o assunto. Podem frequentar a igreja ou não, como queiram, mas são obrigados em muitos países a pagar as taxas que sustentam a instituição. Além de efectuar os ofícios sob a direcção do Estado, o pastor da igreja visitada era condecorado com várias ordens conferidas pelo rei. O brilho das faixas oficiais era um silencioso mas eloquente testemunho da grande escravidão a que está submetida a Igreja pelo Estado. Durante a cerimónia, o pastor rogou pelo rei e pelos legisladores, para que estes pudessem reger o país sabiamente. Enquanto existirem reis e legisladores, essa oração será muito apropriada, mas foi muito chocante ouvi-lo exclamar ao final: "...e, o Todo-Poderoso Deus, protege e fortifica nosso exército e armada". Uma oração semelhante só demonstra claramente que o Deus adorado é o Deus da Tribo ou Nacional, o Espírito de Raça. O último acto de Cristo-Jesus foi arrancar a espada das mãos do amigo que queria protegê-lo, todavia, Ele disse que não tinha vindo para trazer a paz, mas uma espada. Disse-o porque previa os mares de sangue que as nações "cristãs" militantes provocariam, em consequência da má interpretação dos seus ensinamentos. Os seus elevados ideais não podiam ser imediatamente alcançados pela humanidade. São terríveis os assassínios nas guerras e outras atrocidades semelhantes, mas são também potentes ilustrações daquilo que o Amor há de abolir. É por isso só aparente a contradição entre as palavras de Cristo-Jesus ( “Julgais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não, Eu vo-lo digo, mas antes a divisão.” ) e as palavras do cântico celestial que anunciava o nascimento de Jesus: "Paz na Terra, e boa vontade entre os homens". É a mesma contradição aparente que existe entre as palavras e os actos de uma mulher que diz: "vou limpar toda a casa e arrumá-la". E começa a tirar os tapetes, a empilhar as cadeiras, etc., produzindo uma desordem geral na casa anteriormente em ordem. Quem observasse unicamente este aspecto, poderia exclamar justificadamente: "está pondo as coisas piores do que antes". Mas, quando compreender o propósito do trabalho, compreenderá também a momentânea desordem, sabendo que a casa ficará, depois, em melhores condições. Análogamente, devemos ter presente que o tempo transcorrido desde a vinda de Cristo-Jesus não é mais do que um momento, quando comparado com um só Dia de Manifestação. Aprendemos a conhecer, como Whitman, "a amplitude do tempo", e a olhar além das passadas e presentes crueldades e dos zelos das seitas em guerra, a caminho da Fraternidade Universal. Esta marcará o grande novo passo do progresso humano em sua larga e gloriosa jornada desde o barro até Deus, desde o protoplasma até à consciente unidade com o Pai, esse. . . distante e Divino acontecimento, para o qual se move a criação inteira. Paz, boa vontade e Amor Incondicional a todos, sem excepção, não excluindo nem os inimigos. É de admirar que custe muito a educar a humanidade para este tão elevado tipo de moral? Há algum meio melhor para demonstrar a beleza e a necessidade da paz, da boa vontade e do amor do que compará-los com o estado actual de guerras, egoísmos e ódios? Quanto mais forte é a luz, tanto mais profunda é a sombra que projecta. Quanto mais altos os ideais, mais claramente podemos ver os nossos defeitos. Lamentávelmente, no nosso presente estado de desenvolvimento, a humanidade só pode aprender por meio de duríssimas experiências. Apegada à raça, tem de sentir-se absolutamente egoísta, para que possa provar as amarguras que lhe produz o egoísmo alheio, assim como é preciso conhecer a enfermidade para reconhecer-se quanto vale a saúde. A religião impropriamente chamada Cristã tem sido a mais sangrenta que se conhece, sem exceptuar o Maometanismo que, a esse respeito, é muito parecido com o nosso mal praticado cristianismo. Nos campos de batalha e durante a Inquisição, cometeram-se atrocidades inqualificáveis em nome do doce e meigo Nazareno. A espada e o vinho, isto é, a cruz e o cálice da comunhão pervertidos, foram os meios de que se valeram as poderosas nações chamadas cristãs para dominar os povos pagãos e as nações mais débeis que professavam a mesma fé que os seus conquistadores. O mais ligeiro exame da história greco-latina ou das raças teuto-anglo-saxónicas corroborará amplamente essa afirmação. Enquanto o homem esteve plenamente sob o governo das religiões de raça de cada nação, cada uma destas era um conjunto unido. Os interesses individuais subordinavam-se voluntariamente aos interesses da comunidade. Todos estavam "na lei". Todos eram, em primeiro lugar, membros de suas respectivas tribos e, secundariamente indivíduos. Nos tempo presentes, há tendência para ir ao outro extremo, exaltando-se o "eu" sobre tudo o mais. O resultado é evidente nos problemas económicos e industriais, surgidos em todas as nações, cujos problemas clamam por pronta solução. O estado de desenvolvimento em que o homem sinta-se uma unidade absolutamente separada, um Ego que segue seu caminho independentemente, é condição necessária. A unidade nacional, de tribo ou de família, precisa ser desfeita para que o Amor Incondicional e a Fraternidade Universal possa ser um facto. O regime do paternalismo foi já amplamente sucedido pelo reinado do Individualismo. Agora, conforme a civilização avança, estamos aprendendo o que este último tem de mau. O desordenado método de distribuir os produtos do trabalho, a avidez de uns poucos e a exploração de muitos, todos esses crimes sociais produzem o enfraquecimento, as depressões económicas e perturbações nas classes trabalhadoras, destruindo a paz interna. A guerra industrial dos nossos dias é muito pior e mais destrutiva do que as guerras militares entre as nações. Vemos que concluído nos dias que correm ainda estamos muito longe desses altos ideais que Cristo-Jesus predicou, quem agora conseguir ter esses ideais tem que sofrer como Ele essa transformação “Tenho que receber um baptismo, e que angústias as minhas até que ele se realize!” Porque temos que entender que como disse ao princípio deste artigo, que esse crescimento anímico e espiritual não se faz sem dor, é um baptismo com o fogo, que se dá por dentro de cada um, e isso até que esses altos ideais se instalem completamente “Nada sabereis até que o Cristo se forme em vós”, disse o Evangelista. Sabemos que a humanidade ainda está muito atrasada nesse processo, mas como em tudo, há sempre os que se adiantam e os que ficam para trás, e neste Plano de Deus em que tudo é bom e que o ruim só pode ser uma colaboração para o bem, sabemos qual é o caminho: O Amor Incondicional por tudo e por todos os seres vivos, passando pela Fraternidade Universal.

 

 Victor Rodrigues.

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