Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

O CONCEITO HOLÍSTICO

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Em 1971, Dennis Gabor recebeu o Prémio Nobel por ter construído o primeiro holograma, uma fotografia sem lente, em que um campo de ondas de luz disseminada por um objecto, era registado como padrão de interferência sobre uma chapa. Quando se coloca o holograma, ou o registo da fotografia num lazer, ou num raio de luz coerente, o padrão original de ondas regenera-se numa imagem tridimensional. Cada pedaço do holograma, é uma exacta representação do todo, e reconstruirá a imagem inteira.



O que seria então uma cura holística? Qualquer técnica que "vê" o ser humano como um todo, não apenas como um corpo físico, mas também todas as partes energéticas mais subtis que o compõem. Tratar uma doença através dessas técnicas leva em conta não só as causas físicas, como também os aspectos emocionais, mentais, espirituais, etc. Um exemplo: certa pessoa vai ao médico. Ele tratará com os meios que dispõe - remédios, cirurgia, radioterapia e tantos outros que tratam apenas o físico. Um terapeuta holístico vai preocupar-se com que ele come, pensa, faz, e sente, e ainda com o meio em que vive, a sua visão perante a vida, a possibilidade de a mesma estar a ser assediada, etc.



Um Reikiano nunca vai fazer um tratamento apenas na região afectada pela enfermidade, pois as verdadeiras causas podem estar muito longe desse local, até mesmo noutros planos. Se alguém está com dor de cabeça, ele não vai aplicar Reiki apenas nessa região, mas sim fazer uma sessão completa, pois estará visando o equilíbrio completo daquele ser. Uma pessoa equilibrada energicamente é o seu próprio curador, não necessitando de agentes externos para conseguir esse feito. Infelizmente essas pessoas são raras no nosso plano, devido a diversos factores. Busquemos devolver a cada um o seu potencial de cura, compartilhando o nosso conhecimento a todo aquele que tem verdadeiro interesse.



"Explicar e difundir a verdade é a maior de todas as caridades". (Buda)





As Origens do Holismo e da Holografia:


Em 1929, Alfred North Whitehead, um conhecido matemático e filósofo, descreveu a natureza como uma grande e crescente série de acontecimentos ligados entre si. "Esses acontecimentos, disse ele, não terminam com a percepção. Dualismos como mente/matéria são falsos. A realidade é abrangente e está interligada." O que Whitehead queria dizer é que todas as coisas estão relacionadas com tudo o mais, incluindo os nossos sentidos. Usamos os nossos sentidos para obter informações a respeito de determinada situação. Os nossos sentidos influenciam a situação que percebemos. No mesmo ano, Karl Lashley publicou os resultados de sua pesquisa sobre o cérebro humano, os quais mostravam que a memória específica não estava localizada em nenhuma parte do cérebro. Ele descobriu que a destruição de uma parte do cérebro não destrói as memórias presentes ali. A memória não poderia estar localizada em células cerebrais específicas. Em vez disso, a memória parece estar distribuída por todo o cérebro, provavelmente como um campo de energia.

Em 1947, Dennis Gabor derivou equações que descreviam uma possível fotografia tridimensional chamada holografia. O primeiro holograma foi construído por Emmette Leith e Juris Upatinicks em 1965, com o uso de laser. Em 1969 o dr. Karl Pribram, um renomado fisiologista cerebral da Universidade de Stanford, propôs que o holograma funcionava muito bem como um modelo dos processos cerebrais. Em 1971, o dr. David Bohm, um conhecido físico que trabalhou com Einstein, sugeriu que a organização do universo provavelmente é holográfica. Pribram ficou entusiasmado ao tomar conhecimento do trabalho de Bohm. Isso vinha confirmar a sua ideia de que o cérebro humano funciona como um holograma, colectando e interpretando informações provenientes de um universo holográfico.
O que é um Holograma?Assim, o que esses homens e suas pesquisas estão dizendo? Para compreender as suas ideias, vejamos como funciona um holograma. Você, sem dúvida, já viu um holograma. Ele projecta no espaço uma imagem tridimensional que, aparentemente, não surge de lugar nenhum. Ao caminhar em torno dessa imagem, você vê os seus diferentes lados.

São necessários dois passos para se criar uma imagem holográfica tridimensional.(...) O feixe de laser é dividido em dois por um aparelho chamado separador de feixe. Uma metade é focalizada através de uma lente sobre um objecto como uma maçã, por exemplo, a qual, então, é reflectida sobre uma chapa fotográfica por um espelho. A outra metade é simplesmente reflectida por um espelho e focalizada, através de uma lente, sobre a mesma chapa fotográfica. Um relacionamento de fase específico é estabelecido entre as duas metades do feixe de laser. Uma fotografia é tirada. O resultado é uma fotografia do padrão de interferência que os dois feixes produzem quando se juntam na chapa fotográfica. Esse padrão de interferência tem o aspecto de linhas onduladas indiscerníveis.

O segundo passo,(...)consiste simplesmente na remoção da maçã, do separador de feixe, do segundo espelho e da segunda lente. Se você tomar o laser e focalizá-lo sobre a chapa fotográfica através de uma lente, você verá uma imagem tridimensional da maçã suspensa no espaço! O mais surpreendente é que, se você simplesmente cortar a chapa fotográfica pela metade, sem nenhuma outra modificação, você ainda obterá a imagem da maçã suspensa no espaço, embora um pouco embaçada. Se cortar uma outra parte da fotografia, você ainda obterá toda a imagem da maçã no espaço. Isso continua mesmo que formos tomando pedaços cada vez menores da chapa fotográfica. Você ainda obtém a maçã toda, mas ela vai ficando cada vez mais embaçada!

O Modelo Holográfico e as Sete Premissas a Respeito da Natureza da Realidade.


Ao entrarmos na era holográfica, nós nos preparamos para muitas mudanças. Essa era baseia-se nas sete premissas básicas a respeito da natureza da realidade, que decorrem directamente da pesquisa holográfica e sobre as quais o modelo holográfico é baseado.



Premissa 1: A Consciência é a Realidade Básica.


Para chegar à premissa de que a consciência é a realidade básica, vamos seguir a análise do dr. Pribram. Ele diz que a realidade básica é a assinatura energética que o cérebro capta por meio dos nossos sentidos. O nosso cérebro, então, interpreta a assinatura como a forma e a cor da maçã. O dr. Pribram quer dizer que a realidade é como a energia que, no feixe de laser, transporta a informação. Aquilo que vemos como a realidade é muito semelhante à imagem tridimensional da maçã projectada no holograma. A verdadeira realidade deverá ser encontrada na energia que os nossos sentidos captam, e não nos objectos que definimos como reais.

Pribram afirma que o nosso cérebro age como o holograma que projecta a verdadeira realidade dos feixes de energia para formar uma maçã ilusória. O cérebro, usando os nossos cinco sentidos, capta num determinado momento o campo de energia de qualquer coisa à qual voltamos a nossa atenção, e traduz esse campo de energia num objecto. Isso significa que o objecto que percebemos representa a realidade secundária. Ele é apenas uma assinatura da realidade mais profunda (os feixes de energia) a partir da qual vem a projecção do objecto.

Pribram diz que todos os nossos sentidos actuam em conjunto de maneira a criar a ilusão do mundo à nossa volta, de maneira muito semelhante àquela pela qual um conjunto de alto-falantes estereofónicos lhe dá a impressão de que o som vem do centro da sala, ou de que um fone de ouvido faz a música vir do centro de sua cabeça. Até o momento, foram construídos hologramas usando-se apenas o sentido da visão - luz produzida por um feixe de laser. Algum dia, provavelmente, também serão construídos hologramas que farão uso dos sentidos cinestésicos, auditivos, olfativo e gustativo.

As pesquisas do dr. Pribram estão obviamente relacionadas ao nosso modelo do campo de energia humano. No nível da aura, a realidade básica é a energia. Se formos mais fundo, porém, encontraremos a nossa intenção, a qual resulta de nossa consciência, sobre a qual o nosso fluxo de energia se baseia. E mergulhando ainda mais fundo, encontraremos a nossa essência e o nível de estrela do âmago, a base de toda a realidade. Chegaremos à metafísica M-3.



Implicações da Premissa 1 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde.


Provavelmente, a implicação mais profunda para a nossa saúde é que a nossa consciência, expressa como intenção, e a energia do nosso campo áurico, produzido por essa intenção, são os factores mais importantes para a nossa saúde ou doença. Isso significa que as nossas intenções, tanto conscientes como inconscientes, e o modo como elas são expressas em nossos pensamentos, sentimentos e acções são os factores mais importantes para o nosso estado de saúde. Qualquer problema físico é apenas uma manifestação física da verdadeira doença que será encontrada no interior da consciência. A consciência molda a afirmação tomada real da doença. Qualquer ciência ou sistema de assistência à saúde baseado no mundo físico se fundamenta em causas secundárias e não primárias.


Premissa 2: Todas as Coisas Estão Ligadas a Todas as Outras.


Essa ligação não depende da proximidade espacial nem do tempo. Um acontecimento num determinado local afecta instantaneamente todas as outras coisas, sem que retarde a comunicação (isto é, mais rápido do que a velocidade da luz e deixando para trás a teoria da relatividade de Einstein).
Como não existe retardamento, o que chamamos de causa e efeito ocorre ao mesmo tempo. Portanto, a nossa ideia de causa e efeito, tão útil no nosso mundo material, não serve para essa realidade primária.


Implicações da Premissa 2 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


De acordo com a visão holográfica, é impossível considerar pessoas, acontecimentos, coisas, "não-coisas" ou a nós mesmos de forma isolada. A propagação actua não apenas por meio de suas áreas específicas de influência como também afecta profundamente outras áreas da vida aparentemente independentes ou não relacionadas. Nossa experiência quotidiana, nossa ciência, nossa psicologia, nossa política apontam todas para a realidade de que nada existe separadamente. Um acontecimento, seja ele político, psicológico, atómico ou subatómico, nunca pode ser considerado uma ocorrência isolada, afectando apenas o que está à volta. A nossa ciência e a nossa política mostram claramente que o que quer que ocorra agora causa um efeito imediato em toda parte. O desenvolvimento de armas nucleares mostra claramente isso, assim como a actividade dos ambientalistas. Tudo o que fazemos, dizemos, pensamos e acreditamos a respeito da saúde e da doença afecta todas as pessoas imediatamente. Curando a nós mesmos, nós curamos os outros. Ajudando a curar os outros, também ajudamos a curar a nós mesmos. Premissa 3: Cada Parte Contém o Todo. Se usarmos o modelo do holograma, teremos uma visão da natureza da realidade muito diferente do modo como a nossa cultura ocidental a descreveu no passado. Como toda a imagem tridimensional da maçã ainda é produzida, por menor que seja a parte da chapa fotográfica restante, o holograma demonstra claramente que cada parte (da chapa holográfica) contém o todo (a maçã).


Implicações da Premissa 3 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


Cada parte de nós contém o padrão total de nós mesmos. Isso pode ser expresso no mundo físico em nossos genes. Neles, cada célula contém toda a nossa constituição genética. Chegará o dia em que poderemos fazer um clone de nós mesmos a partir de uma única célula! No nível energético, o padrão de energia do campo áurico de cada célula contém todo o nosso padrão de saúde. Podemos, então, ter acesso a esse padrão de saúde e recuperá-la, caso a tenhamos perdido. Para fazer isso, é preciso que tenha restado pelo menos uma célula sadia! Somos tudo aquilo que existe. Ou, em outras palavras: tudo o que existe está dentro de cada um de nós. Ao explorar a nossa paisagem interior, também exploramos o universo. Curando a nós mesmos, ajudamos a curar a Terra e o universo. (...)


Premissa 4: O Tempo Também é Holográfico.


Cada aspecto existe em toda a parte, sempre e em todos os tempos. Cada momento é um todo, completo, vivo e coexiste num relacionamento inteligente com todos os outros momentos. Cada momento é auto-inteligível, e tem acesso a todos os momentos.


Implicações da Premissa 4 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


Agora, também sabemos que um acontecimento do passado pode estar bastante relacionado com a constituição do nosso mundo actual. As coisas que fazemos afectam uma grande variedade de pessoas, talvez muito mais ampla do que actualmente suspeitamos. Nossos actos afectam não apenas as pessoas que estão ao nosso redor, mas também os que estão longe, porque esses efeitos não são limitados pelo espaço nem pelo tempo. Eles são holográficos - isto é, esses efeitos não dependem do tempo nem do espaço. Eles operam fora desses limites porque, na realidade básica, o tempo e o espaço não existem. No nível pessoal, cada um de nós que está vivendo no presente tem acesso a todos os outros momentos. Ou seja: estamos o tempo todo em toda a parte, sempre. Cada um de nós está ligado ao "Eu" que era muito saudável antes da doença e que o será depois da recuperação da saúde. Podemos ter acesso a essa experiência de saúde e trazê-la para o presente a fim de efectuar a cura. Por outro lado, cada um de nós pode continuar ligado às lições que aprendemos com qualquer pessoa, para conservar a sabedoria obtida a partir dessa experiência. Entrando em completa totalidade, podemos imediatamente curar a nós mesmos.


Premissa 5: A Individuação e a Energia São Fundamentais para o Universo.


Cada aspecto é individual e diferente de qualquer outro aspecto.
Há uma experiência que prova que a luz é uma partícula e também uma onda de energia. Todavia, uma outra experiência mostra que partículas não agem como coisas. Em vez disso, elas se assemelham mais a "fenómenos individuais de interacção", os quais também são basicamente energia. Portanto: todo aspecto do universo ou é uma onda de energia ou uma partícula individual de energia.


Implicações da Premissa 5 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


Cada um de nós é constituído de energia. Substituindo nossos pensamentos e pressuposições de que somos matéria sólida. e adoptando a ideia de que somos luz, teremos muito mais facilidade para mudar. O mesmo vale para o nosso corpo, que é feito de luz. O nosso corpo está mudando constantemente. A cada segundo temos um corpo diferente. Cada um de nós é diferente de qualquer outro ser. As coisas que acontecem a cada um de nós e que experimentamos são únicas. Isso não pode ser determinado por uma probabilidade baseada em estatísticas do passado e sem considerar o factor de criação, conforme estabelece a Premissa 7, mais adiante.


Premissa 6: O Todo é Maior do que a Soma das Partes.


Se invertermos o processo e juntarmos um por um os pedaços da placa fotográfica, obteremos uma imagem cada vez mais nítida e definida de toda a maçã. São esses alguns dos princípios que decorrem da sexta premissa:
Cada aspecto existe dentro de um sistema maior do que ele próprio, que também existe dentro de outro sistema maior do que ele, e assim por diante. Cada aspecto e sistema tem conhecimento de todos os outros sistemas. Ligando e integrando ao todo as suas menores partes, obtemos uma compreensão melhor e mais clara desse todo.


Implicações da Premissa 6 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


No holismo, dizemos que, ao juntar nossas "partes" ou "eus", nós nos ligamos ao nosso Eu maior e integral e obtemos uma imagem mais clara dele. Qualquer grupo de pessoas juntas cria um todo maior que traz em si mais poder, mais amor e mais criatividade do que cada uma dessas pessoas considerada separadamente, ou do que a soma de seus esforços individuais. Qualquer indivíduo dentro de um grupo pode ter acesso ao poder desse grupo. Cada grupo dentro de um grupo maior pode ter acesso ao poder e energia do grupo maior, e assim por diante. Isso pode ser feito tanto em favor da cura como de outros empreendimentos criativos. Cada um de nós, pessoalmente ou em grupos, tem acesso a todo conhecimento de cura e poder que existe, existiu ou existirá no universo.


Premissa 7: A Consciência Cria a Realidade e a sua Própria Experiência da Realidade.


A sétima premissa é baseada no modelo do cérebro holográfico de Karl Pribram. Pribram afirma que o cérebro processa dados coerentes com os que está acostumado a processar. Isso significa que você vai experimentar as coisas de acordo com a sua expectativa, a qual se baseia nas suas crenças e no que você herdou.
Como a realidade é criada pela consciência, ela também cria a sua própria experiência de realidade, já que faz parte da realidade.


Implicações da Premissa 7 para a nossa saúde e para o sistema de assistência à saúde:


No trabalho de cura, dizemos: "Não criamos apenas a nossa própria realidade e a nossa própria doença; também criamos a nossa própria experiência dessa realidade, incluindo a nossa experiência de saúde ou doença."
Essa é uma afirmação muito controvertida. Sua interpretação deve ser feita com extremo cuidado porque ela pode facilmente ser mal compreendida ou utilizada de maneira errada. Ter responsabilidade por uma determinada situação é muito diferente de ser o culpado por ela. Essa última condição significaria que ficamos doentes porque somos maus. Por outro lado, se aceitarmos a ideia de que criamos a nossa experiência da realidade, isso nos coloca definitivamente na condição de sermos capazes de descobrir como criamos essa realidade do modo como ela é, de modificar a nossa maneira de ser e de agir de outra forma, mais desejável. Existem duas grandes questões relativas a isso.
A primeira: a partir de que nível do nosso ser está brotando a criação? Da essência divina, do nível consciente da intenção ou do nível da personalidade, da mente e dos sentimentos?
A segunda é saber quem é o "nós" que está realizando a criação. Do ponto de vista holográfico, estamos todos interligados e ligados ao poder criativo supremo do universo, e todos sempre nos influenciamos mutuamente, em toda parte.
As pessoas que constantemente se colocam em situações de tensão obviamente têm muito que ver com a criação de doenças cardíacas no nível do campo de energia da personalidade, que corresponde aos pensamentos e sentimentos. Há nisso um componente muito importante de escolha pessoal e boa parte da energia criativa provém do indivíduo. Essas pessoas, entretanto, também são produto de suas culturas, que gera grande quantidade de pessoas com doenças cardíacas por causa do stress, de dietas inadequadas e de emoções nocivas condicionadas pela cultura.
Por outro lado, um bebê que nasceu com AIDS certamente não faz, no nível da personalidade, o mesmo tipo de escolha humana individual que foi feita pelos pacientes mencionados acima. A criação da AIDS num recém-nascido só pode ser analisada a partir da perspectiva holográfica de que esse indivíduo surgiu a partir do todo colectivo da sociedade em que nasceu. Aqui, o "nós" que faz a criação somos todos nós. Criamos colectivamente uma situação que dá origem à condição conhecida como AIDS, a qual, então, se manifesta fisicamente em alguns indivíduos. A condição da AIDS se expressa em todos nós de alguma maneira. Ela pode se expressar na nossa negação da sua presença na nossa sociedade ou do nosso relacionamento com ela, no medo que temos dela, nas nossas reacções negativas de querermos ficar longe dela, ou até mesmo na nossa negação da possibilidade de que possamos vir a contraí-Ia. Em nós, a condição da AIDS pode se expressar nos nossos relacionamentos com os que a apresentam na sua forma física. A principal expressão da AIDS - e que todos nós manifestamos - é o desafio de escolher entre o amor e o medo. Sempre que nos defrontamos com a condição chamada de AIDS, que todos criamos, temos de enfrentar o desafio de escolher entre o amor ou o medo.
Agora, naturalmente, pode-se incluir nessa metáfora o mundo espiritual profundo da essência e da intenção, e considerar que antes do nascimento um indivíduo pode ter escolhido nascer com AIDS como uma dádiva para a humanidade. Essa dádiva nos desafia a escolher o amor em vez do medo. Nessa nossa época, certamente temos muito que aprender sobre o amor.
Para mim mesma, todas essas afirmações poderiam ser verdadeiras e úteis numa situação de cura, quando utilizadas apropriadamente. A criação da realidade de um indivíduo precisa ser explorada em todos os níveis para que haja uma cura completa.


Síntese de uma Visão Holística de Assistência à Saúde.


A realidade básica do universo é a essência. Isso inclui a nossa essência pessoal individual e a essência combinada de todas as outras coisas, que é chamada de essência universal. Toda criação surge a partir dessa essência: nossa consciência, nossa mente, nossos sentimentos e nossa matéria, incluindo o corpo físico. Nossa saúde depende de integrarmos a nossa verdadeira e única essência na nossa consciência, na nossa mente, nos nossos sentimentos e no corpo físico. Nossa saúde ou a nossa doença é criada por nós através desse processo. Nós somos ela.
A doença é criada por uma alteração na nossa consciência (na nossa intenção) que bloqueia a expressão da nossa essência, impedindo-a de passar por todos os níveis e de chegar ao corpo físico. A doença é uma expressão da nossa tentativa de nos separarmos do nosso ser mais profundo, da nossa essência.
Aquilo que criamos surge holograficamente a partir de nossa individualidade e de nós mesmos colectivamente, nos níveis dos grupos aos quais pertencemos, desde o mais íntimo até numa escala universal. Ou seja: as nossas criações não são apenas o resultado de nossos actos: elas são fortemente influenciadas pelas pessoas com as quais estamos mais estreitamente ligados, e também surgem (holograficamente) a partir delas. Nossas criações são menos afectadas pelas pessoas com as quais estamos menos ligados.
As causas de qualquer doença específica são tão diversificadas que seria impossível relacioná-las aqui. Há casos em que a fonte do grupo é de fato muito forte. Há muitos casos que acontecem actualmente - como o dos bebés que nascem com AIDS - e que têm origem a partir de grupos mais amplos de seres humanos. Isso é sinal de que os tempos estão mudando, e uma prova de que a humanidade está percebendo conscientemente que todas as coisas estão interligadas. A AIDS é uma doença que vai dissolver as fronteiras nacionais e mostrar aos seres humanos que o amor é a resposta.
Nesse processo de saúde ou de doença, não podemos dividir o nosso eu interior, nem nos separarmos uns dos outros. Estamos todos ligados. Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos a respeito da saúde e da doença afecta todas as outras pessoas. Ao curar a nós mesmos, curamos os outros. Ao expressar a nossa essência ou a nossa singularidade, fazemos com que todas as pessoas sejam saudáveis, contanto que permitamos que elas expressem a sua essência.
Cada parte de nós contém todo o padrão; cada célula de nosso corpo contém o padrão de todo o corpo e também contém o padrão da humanidade. Podemos ter acesso a esse grande padrão de saúde, feito de poder e de luz, para utilizá-lo na cura. Esse padrão é real e vivo. Nós somos esse padrão, e ele está no nosso campo áurico. Somos energia, e podemos mudar muito rapidamente. Vivemos num corpo gelatinoso que está constantemente mudando e que é capaz de grandes transformações.
O tempo é holográfico. Nós podemos nos deslocar pelas estruturas do tempo com propósitos curativos e obter informações a respeito do passado ou do futuro provável. Podemos ter acesso à sabedoria de todos os tempos para usá-la na cura. Somos essa sabedoria; ela está dentro de nós e em toda a nossa volta.
Reformulemos agora as afirmações M-l a respeito da nossa saúde (ver página 61), expressando-as de acordo com a perspectiva holográfica.
Em vez de dizer "Peguei a sua gripe", poderíamos dizer: "Minha gripe é um sinal de que preciso entrar em equilíbrio. Debilitei o meu sistema imunológico, deixando-o vulnerável a um vírus. Provavelmente, não prestei atenção àquilo de que necessitava. Preciso me cuidar mais. O que preciso fazer para recuperar o equilíbrio? Estamos ligados no sentido de que criamos uma gripe. Você provavelmente também precisa se cuidar mais!"
Em vez de dizer "Dei um mau jeito nas costas", poderíamos dizer: "Minha dor nas costas me diz que estou novamente deixando de cumprir os meus compromissos comigo mesmo. Chegou o momento de definir claramente as minhas intenções e de agir de acordo com elas. A partir dessas intenções mais definidas, surgirá um novo relacionamento com as minhas costas, que vai incluir maneiras de cuidar mais delas e de evitar problemas. Quando mais eu estiver atento a mim mesmo, mais os outros também farão o mesmo com relação ao seu físico."
Em vez de dizer "Meu estômago voltou a me causar problemas", poderíamos dizer: "Estou sendo duro comigo mesmo mais uma vez, e impondo muita tensão sobre o meu estômago. Preciso relaxar e dar a mim mesmo um pouco de atenção, de carinho e de amor." Em vez de dizer "Detesto os meus quadris -eles são grandes demais", poderíamos dizer: "Continuo despejando meu ódio nos meus quadris e tomando-os maiores, para que comportem todo esse ódio."
Essa nova maneira de nos relacionarmos com a doença não nos impede de buscar ajuda junto a um profissional. Todavia, ela enfatiza o modo como vimos tratando a doença e a forma pela qual isso precisa ser transformado para podermos nos conservar em estado de saúde. Ela também nos cria novas oportunidades com as quais podemos obter um estado de saúde. Quando interrompemos os velhos hábitos que nos mantêm doentes e modificamos a nossa atitude, automaticamente começamos a encarar o problema a partir de uma nova perspectiva. Não somos mais vítimas isoladas; ao contrário, temos algo que ver com isso, para começar. Assim, com a nossa sensação de liberdade, abriremos para nós mesmos novos caminhos, que antes não estavam à nossa disposição. Ao fazer isso, também ajudamos os outros a abrir novos caminhos para si mesmos e para outras pessoas.



O Desafio da Visão Holística.


O desafio com que nos defrontamos, como pacientes e curadores, é o de aceitar as oportunidades dadas pelo modelo holográfico, compreender quais são elas e aprender a utilizá-las. A nossa verdadeira realidade primária é a realidade da consciência e da energia. Qualquer ciência que se concentre na realidade secundária ou material do mundo físico é baseada na ilusão e, portanto, é ilusória. Se é assim, e se existe evidência para apoiar essa teoria, então, o nosso mundo é de fato muito diferente do modo como supomos que seja a partir das definições tridimensionais que impusemos a ele. Estamos tão acostumados às definições que impusemos ao nosso mundo o fato é que vamos precisar de algum tempo para nos sentirmos à vontade encarando-o de maneira diferente.
Primeiro, precisamos modificar a nós mesmos para podermos aceitar a perspectiva holográfica. Isso desafia o nosso senso de identidade, e torna necessária uma grande parcela de auto-responsabilidade. Precisamos ter muita responsabilidade pelo que fazemos, tanto para nós mesmos como em relação aos outros. No âmbito da saúde, isso nos faz muito responsáveis por cuidar da nossa saúde. E, ao mesmo tempo, isso nos proporciona recursos ilimitados para fazermos isso. Nesse estágio de nosso desenvolvimento, não é possível imaginar o grande poder, conhecimento e energia potenciais que estão disponíveis a nós dentro dessa realidade primária.


Re-visualização do Antigo Diagnóstico de uma Pessoa com o Modelo Holográfico.


As respostas para aquilo que a ciência médica chama de "remissão espontânea" ou de "um milagre" estão no modelo holográfico. Nesse modelo, uma doença equivale à imagem de uma maçã suspensa no espaço que, na verdade, não está lá. Trata-se de um sinal de alguma outra coisa. A doença indica as energias fundamentais em desequilíbrio que a criaram. Aquilo que a medicina tradicional chama de doença é uma indicação de um verdadeiro desequilíbrio existente em partes mais profundas da psique humana. Ou então, para nos expressarmos a partir da perspectiva de um curador, a doença é a manifestação física de uma perturbação mais profunda.
No modelo holográfico, todas as coisas estão ligadas entre si. Nós, por exemplo, ligamos a incapacidade que o pâncreas tem de funcionar corretamente à nossa incapacidade de assimilar a doce vida em outras áreas da nossa existência. O pâncreas está relacionado não apenas com a digestão do açúcar que ingerimos, mas também com a nossa capacidade de conservar as coisas belas na nossa vida, nos nossos relacionamentos e na afirmação da nossa personalidade. No começo, isso pode parecer absurdo. Quando analisamos o funcionamento do campo de energia humano, porém, tudo fica muito claro. Numa pessoa com um pâncreas saudável, podemos observar relações directas entre o campo de energia do pâncreas e a capacidade que essa pessoa tem de se ligar aos campos de energia que correspondem à doce vida universal.
Quando pensamos holograficamente, os nossos sintomas são os nossos amigos. O verdadeiro papel funcional do sintoma é nos informar de que alguma coisa dentro de nós está desequilibrada. É como se o sintoma fosse a extremidade de um fio de lã que está saindo debaixo do sofá da vovó. Quando seguimos esse fio, somos levados a todo o novelo de lã que o gatinho deixou lá depois de brincar. Dentro do novelo está a causa da doença.
Especialmente nos casos "incuráveis", os pacientes precisam ser orientados no sentido de se concentrarem, não no diagnóstico, mas na realidade mais profunda e nas suas outras energias de cura. Do ponto de vista holográfico, a predilecção natural de toda pessoa é permanecer saudável ou recuperar a saúde da maneira mais natural. Chamo de sistema de equilíbrio a esse processo natural que nos leva à saúde. Todas as pessoas têm um sistema de equilíbrio. A maioria dos sistemas de equilíbrio é bastante estável, mas eles podem ser ignorados ou influenciados. Cabe a cada indivíduo dar ouvidos e reagir ao seu sistema de equilíbrio.


Barbara Ann Brennan
Luz Emergente - A jornada da cura pessoal
Capítulo três - Uma nova visão da cura - A experiência holográfica - reprodução parcial
victor rodrigues www.bioreiki.com bioreiki às 16:22
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